Atletico-GO bate Figueirense por 3 a 2
É impressionante como em vários momentos, o Figueira atual repete fielmente a equipe do rebaixamento em 2008: é só tomar um gol e o time se desmancha em campo. Quando está na frente no placar, ainda consegue manter a vitória em determinados jogos, mas quando a partida está em zero a zero, a derrota é líquida e certa.
Mudou muita coisa no elenco, na comissão técnica e até no departamento de futebol, mas a falta de tranquilidade e de força para superar o placar adverso, características do ano passado, permanecem e complicam a vida do Figueira.
O elenco atual é mais equilibrado e tem mais qualidade para a série B do que o do ano passado tinha para disputar a série A. Só Wilson, Perone e Rafael Coelho participaram ativamente da campanha. Lucas, Carlinhos e Fernandes também faziam parte do grupo, mas não jogaram. O abatimento e a apatia depois de sofrer um gol, no entanto, sobreviveram.
Na derrota por 3 a 2 para o Atlético-GO neste sábado no Serra Dourada, o Figueira fazia um jogo equilibrado, sem nada de extraordinário, até os 13 minutos do primeiro tempo. Procurava tocar a bola, equilibrava as ações, não corria riscos e até chegou uma vez com perigo numa boa jogada de Egídio.
Foi só o Atlético fazer um a zero e o primeiro tempo inteiro foi para o brejo. Foi chutão e bola esticada para o ataque. Uma sucessão de passes errados, falhas na marcação e na cobertura. O time entra em parafuso. Por isso, foi para o vestiário por 2 a 0.
No segundo tempo, a equipe melhorou, começou em cima do Atlético, diminuiu o placar rapidamente. Mais aí veio o frango de Wilson e tudo ficou mais complicado. Depois que Fernandes entrou em campo, o time voltou a melhorar, fez o segundo, tomou contra-ataques e teve a chance de empatar no finzinho, mas Rafael Coelho desperdiçou o pênalti.
O time tem problemas de escalação, má qualidade individual de alguns jogadores, como Perone, falta de ritmo de jogo de outros, como Pedrinho, mas o maior problema está na cabeça. Para vencer é preciso futebol, mas sem nervos no lugar não sei vai a lugar nenhum. O jogo de hoje é uma prova. Mesmo errando tudo que podia, o Figueira quase evita a derrota. Se conseguisse controlar seus fantasmas, teria obtido resultado melhor do que o futebol que mostrou.
Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro. Continue lendo aqui.

