Hora de acalmar os ânimos no Figueirense
Por motivos perfeitamente compreensíveis, boa parte da torcida alvinegra oscila entre a ansiedade, a preocupação e o desalento depois de três jogos sem vencer, com duas derrotas em casa.
Depois de rebaixamento e das dificuldades de se recuperar e voltar a ver um time confiável em campo, os últimos maus resultados servem de mote para se exigir mais reforços, mais dispensas e até mesmo questionar a permanência do técnico Roberto Fernandes.
Pois eu vou na direção contrária. É hora de acalmar. È hora de avaliar melhor o grupo de jogadores do Figueira, de dar tempo para que estes atletas mostrem de fato o que podem fazer sem anunciar uma ou mais contratações por semana. É hora de ter convicção no trabalho de Roberto Fernandes e deixá-lo encontrar a melhor formação e o melhor sistema de jogo.
Vou na direção oposta porque vejo que o Figueira é uma equipe em permanente construção desde o ano passado. Treinadores contestados, jogadores criticados, resultados ruins e mudanças a atacado. Não funcionou, como se viu, e agora é preciso assentar um pouco a poeira.
Sim, o elenco tem carências, mas não deve haver um time na série B que não as tenha. A questão é que muitos jogadores acabaram de chegar e individualmente têm qualidade. Outros já chegaram no começo do ano, mas, por conta de contusões, ainda não tiveram uma boa sequência de jogos.
Então é o momento de insistir numa formação, dar ritmo de jogo para Pedrinho, Fernandes, Egídio, Régis, Paulinho e outros. E mais para frente avaliar quais são as reais carências e fazer os devidos reparos. Mais para frente será possível botar para jogar alguém que voltou do exterior. Daqui a pouco terá gente de qualidade insatisfeita porque não está tendo chance em times da série A. Não há razão para desespero com cinco rodadas do campeonato.
Roberto Fernandes, por outro lado, não pode ser descartado porque não foi feliz em duas partidas, contra a Lusa e o Ceará. Contra o Guarani, começou o jogo com uma boa formação. O técnico já demonstrou que é competente e pode ser importante para o Figueira voltar à série A.
Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro. Continue lendo aqui.

