Nos últimos três jogos o Figueira fez sete pontos. Fez alguma apresentação primorosa? Nenhuma. Mostrou problemas? Vários. A escalação e a forma de jogar definidas pelo técnico merecem questionamentos? Diversos.

Creio, no entanto, que estes três últimos jogos, notadamente a vitória deste sábado contra o Bahia, em Pituaçu, podem representar o início de uma nova fase para o Figueira.

Ao derrotar o Bahia, o Furacão Alvinegro ganhou cinco posições na tabela e passou a mirar o G4 de perto. O próximo jogo é contra o Fortaleza no Scarpelli. O time pode subir ainda mais na classificação.

Acredito sim que o Figueira tem elenco para jogar melhor. Acredito ainda que a volta da confiança com uma sequência de bons resultados e, consequentemente, uma boa subida na classificação também vai fazer o time se apresentar melhor.

A vitória de hoje seria considerada épica se fosse obtida em outras ocasiões. Neste momento, com a baixa tolerância e o alto grau de desconfiança da torcida com o futuro da equipe e sua capacidade, é questionada e criticada. É só dar uma geral nos comentários deixados nos blogs alvinegros para constatar isso.

Só que numa campanha, vitórias como esta são importantíssimas para consolidar um trabalho vitorioso. Há muito que corrigir, mas vencer no sufoco, fora de casa, com um jogador a menos durante 60 minutos, com o goleiro pegando pênalti, serve, se for bem capitalizado, para incendiar a torcida e dar ainda mais força para a equipe, para unir esforços e reforçar o espírito na luta pela volta à série A.

Aliás, alguém pode me responder quantas vitórias do Avaí com as calças na mão na Ressacada na série B do ano passado foram saudadas como feitos grandiosos, passos fantásticos rumo ao mítico acesso?

É certo que o time do Figueirense é cercado de muita desconfiança. É certo que o trabalho de Roberto Fernandes merece questionamentos. O Figueira precisa de mais bons resultados, de melhor futebol, para ter mais credibilidade. É melhor, no entanto, buscar estas metas classificado entre os primeiros do campeonato.

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.