Ao ver Chicão e André Santos serem fundamentais para o Corinthians conquistar a Copa do Brasil, constatar que Adilson Batista comanda o Cruzeiro à beira do gramado e Marquinhos Paraná comanda o time dentro do campo, além de perceber que Henrique também é peça importante na campanha na Libertadores, a gente esquece que todos eles chegaram aqui como apostas, como jovens promessas, meros desconhecidos ou simples refugos de outras equipes.

Agora são figurinhas carimbadas. Quando chegaram ao Figueira estavam longe de ser. Eram apenas jogadores comuns procurando seu lugar ao sol. Mostraram qualidade, dedicação e estão alcançando o reconhecimento que merecem.

O clube teve o mérito de identificar este potencial e dar condições para que fosse plenamente alcançado por cada jogador. Repor tanto talento, com rapidez e orçamento bem inferior a outros clubes, não é uma tarefa simples e que traz uma dose enorme de risco consigo. Esta capacidade de identificar bons jogadores a baixo custo é, no entanto, o único caminho para o Figueira brilhar no cenário nacional.

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.