Os outros continuam ajudando. Com os resultados desta sexta-feira, o Figueirense, se derrotar o Duque de Caxias, pode terminar a rodada em 5º lugar, a um ponto do G4, ou em 6º, mas ainda um ponto, se a Portuguesa derrotar o Vasco.

Desfalques mesmo, o Furacão Alvinegro tem três: Régis, Edson e Rafael Coelho suspensos. Vinicius Pacheco esteve fora dos últimos três jogos. Schwenck e Clodoaldo estão afastados há mais tempo ainda.

Como quatro jogadores foram postos para treinar em separado (Anderson Pico, Totó, Kássio e Ricardinho), a possibilidade de Roberto Fernandes inventar uma escalação mirabolante é bem menor. Embora, muitas vezes, não haja limites para a criatividade humana.

É interessante notar, no entanto, como as decisões no futebol estão atreladas quase ao acaso, a possibilidades aleatórias, a lances fortuitos.

Nas horas difíceis, o jeito é acreditar na força da camisa

Roberto Fernandes pode ser mantido se não perder e pode ser demitido se perder. O que muda, no conceito da diretoria, que o manteve depois de três derrotas, para decidir mandá-lo embora se perder neste sábado? Se o time fizer outra partida ruim, mas conseguir a vitória numa boa jogada de Lucas ou Fernandes? E se fizer uma grande apresentação, botar quatro bolas na trave, tomar um gol espírita e perder o jogo? O técnico fica no primeiro caso e vai embora no segundo?

É claro que as últimas três derrotas interferiram no meu humor. Como torcedor, não consigo levar na boa três derrotas pífias para adversários inferiores ao Figueirense. Digamos, no entanto, que os últimos maus resultados foram o ponto que culminou no fim da paciência deste blogueiro. Depois de ver o time oscilar brutalmente de uma partida para outra e de ficar sem entender as opções do técnico, finalmente resolvi me pronunciar sobre a necessidade de trocá-lo por outro profissional.

Neste sábado, torcerei pela vitória como sempre. Sem muitas viagens a respeito do que ela trará de bom ou ruim. Importa é quebrar a sequência e permanecer entre os primeiros do campeonato.

O Figueira tem essa mística de se complicar quando é favorito absoluto e de ressuscitar nos momentos mais improváveis.

Que a mística tome conta dos jogadores alvinegros contra o Duque de Caxias.

Por Ney Pacheco.