Surpresa seria o Figueirense fazer uma boa exibição na noite desta sexta-feira, diante de tantos problemas dentro e fora de campo.

O time venceu sem jogar bem diante de um adversário fraco que veio para explorar o nervosismo do Furacão Alvinegro jogando na defesa, abusando da cera e das faltas, com a complacência do árbitro, para arrancar no mínimo o empate.

Mas venceu. Consegue assim superar a segunda etapa do que comentamos em post anterior e sobreviver a seu pior momento no campeonato, se mantendo no bolo de cima entre os que brigam pelo acesso.

Depois da sucessão de contusões que se abateu sobre o elenco, além da dificuldade da diretoria em fechar as contratações que agreguem mais qualidade e experiência ao grupo, Roberto Fernandes tem feito o correto. Nesse sentido, concordo com a análise do Máquina do Estreito.

O adversário do Figueira era ele mesmo. Seus nervos, sua juventude, sua inexperiência, suas limitações. Por isso, o time não jogou bem contra 11 adversários, contra 10, contra nove e quase se complica no final.

É óbvio que jogando o que está jogando, o Figueira não conseguirá voltar à série A. Só que, neste momento crítico, o fundamental é pontuar, para, depois da partida contra a Portuguesa, utilizar os 11 dias até o jogo contra o Ceará, para acertar o time, reforçar o elenco, ter todos os contundidos à disposição e aí sim voltar a jogar bem e dar arrancada final para o G4.

Por Ney Pacheco.