Figueirense perde chance de entrar no G-4
No reencontro com o técnico Roberto Fernandes, agora dirigindo o Fortaleza, o Furacão Alvinegro fez uma partida digna dos tempos em que era comandado por Roberto Fernandes. Um time confuso, mal posicionado em campo, sem posse de bola, com condução de bola em excesso e completamente intranquilo.
Assim, a derrota por 3 a 1 foi justa. O time equilibrou a partida até sofrer o primeiro gol, convertido depois de falhas individuais de Edson e Roberto Brum. Se perdeu depois disto. Chegou ao empate mesmo mal em campo. Mas não conseguiu virar para o 2º tempo segurando ao menos o empate. Tomou o segundo aos 40 minutos da 1ª etapa.
No intervalo, Márcio Araújo tirou Bóvio e botou Anderson Pico, tirou Maicon e pôs Paulo Sérgio. Nem deu pra fazer efeito. Pico, que, aliás, deixou claro porque não foi escalado de início, foi driblado sem opor nenhuma resistência e na sequencia, com dois minutos do 2º tempo, o Fortaleza fez o terceiro gol. Depois, o Fortaleza esteve mais perto do quarto do que o Figueira do segundo, apesar de duas belas defesas do goleiro tricolor em conclusões de Schwenck e Paulo Sérgio.
Nem vamos entrar muito na análise do jogo. É certo que essa lacuna causada pela ausência de reservas para as laterais cobra um preço caro, mas agora já era. Será assim que subiremos.
É certo também que é difícil conter a ansiedade e a irritação quando o Figueira desperdiça a chance de entrar no G4. Só que agora o time tem crédito sim. A má jornada de hoje pode ser vista como um acidente, uma pausa na grande reação alvinegra.
O importante é entrar no G4 na hora certa, pra não sair mais. E tem momento em que vale a pena ser fatalista: se não entrou no G4 agora é porque não chegou a hora.
S’embora preparar a festa pro Fernandes e lotar o Scarpelli na sexta-feira. Vamos retormar o bom caminho. Podem apostar.
Por Ney Pacheco.

