O Figueirense obteve uma grande vitória neste sábado em Brasília e reduziu a vantagem do Atlético-GO para dois pontos. Agora é pensar no Campinense na próxima sexta-feira, vencer e transferir a pressão para o time goiano, que tem uma parada indigesta contra o Guarani no dia seguinte.

Só que o espírito, a aplicação e o futebol têm que ser o do segundo tempo da vitória por 4 a 0 sobre o Brasiliense. Ali sim o Figueira marcou, chegou junto e jogou bola.

O técnico Márcio Araújo e os jogadores podem usar o calor e o estado do gramado como justificativas e até com um pouco de razão. Mas o Figueirense do primeiro tempo foi irritante. Um time apático, lento, com duas avenidas nas costas dos alas e um meio-campo cheio de buracos, que afunilava o jogo e errava passes em demasia.

A sorte é que o time do Brasiliense é limitadíssimo e não soube aproveitar os amplos espaços que o Figueira lhe ofereceu durante todo o tempo. Assim, na primeira jogada decente que o Furacão Alvinegro fez na primeira etapa, Rafael Coelho abriu a contagem.

No segundo tempo, a situação mudou completamente. O Figueira se posicionou melhor, diminuiu os espaços do adversário e passou a explorar o contra-ataque com inteligência. Desperdiçou três grandes chances no início do segundo tempo antes de Egídio fazer o segundo gol. Chegou ao terceiro, ao quarto e teve chance de fazer mais.

O Figueira que eu quero ver é aquele do segundo tempo. Lutador, aplicado, confiante, com vontade de vencer. Esse time é capaz de cumprir a difícil tarefa de chegar no G4 e conquistar o acesso.

Que ele jogue os 90 minutos contra o Campinense na sexta-feira.

Por Ney Pacheco.