A ida de quem não deveria ter vindo
Quando Renê Weber foi contratado houve quem o comparasse a Adilson Batista. Um mês e meio depois, com apenas cinco jogos no comando, Weber confirmou o que este blogueiro, praticamente todos os outros e 80% da torcida do Figueira já sabiam: não era o cara para comandar o Furacão Alvinegro.
Adilson Batista, antes de passar pelo Figueirense, já havia, em sua curta carreira, vencido a série C com o Mogi Mirim, conquistado o campeonato potiguar com o América e salvado Paysandu e Grêmio do rebaixamento à segunda divisão.
Como se confirmou, a diferença entre os dois profissionais é abissal e Renê Weber está mais para Pintado, Heron Ferreira, Paulo Comelli e outros menos votados, que tiveram passagens meteóricas pelo Scarpelli e partiram sem deixar saudade.
O velho filósofo Juarez Soares dizia que “de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”. Em 98% dos casos é assim mesmo, mas a FPSA, nos últimos anos, resolveu achar que pode ganhar na megasena toda hora.
Agora é Márcio Goiano relembrar seu passado glorioso no Figueirense e explicar para os jogadores o que é e como se joga e se vence um clássico.
É ele lembrar dos tempos de zagueiro que não deixava ninguém fazer festa em sua área e acertar minimamente o posicionamento defensivo, porque o Avaí pouco tem mostrado além de uma boa bola parada.
No mais é muita motivação, muito apoio, muita luta. Isso sempre pesou em clássico e dessa vez não será diferente. Agora é hora de apoiar. As críticas podem esperar até sexta-feira.
Por Ney Pacheco.

