Figueirense permanece no lusco-fusco
domingo, fevereiro 28th, 2010O gramado ruim, as dimensões reduzidas do campo, o jogo de choque e de bolas paradas cruzadas para a área não facilitaram as coisas para o Figueirense, que mesmo assim poderia ter trazido a vitória de Imbituba no confronto deste sábado.
Observando o retrospecto do Imbituba em casa, o resultado de 2 a 2 não é dos piores. Para as pretensões do Figueira no segundo turno, o empate deixa a desejar.
O problema é que o Figueirense não conseguiu matar o jogo depois de virar o placar. Foi a partir do segundo gol de Maicon até o início do segundo tempo que a equipe alvinegra controlou melhor o jogo.
Nesse período, no entanto, faltou um pouco mais de calma e de qualidade para construir a jogada que poderia resultar no terceiro gol.
As opções de Márcio Goiano são reduzidas, mas ele errou duplamente ao trocar primeiro um atacante por um meia e depois um meia por um atacante. Nenhuma das duas alterações conseguiu fazer o time retomar o controle do jogo e evitar que o Imbituba ficasse cavando faltas e escanteios até chegar ao empate.
O consolo é que o time do Sul do Estado deve tirar pontos de outras equipes dentro de seus domínios.
É preciso reconhecer ainda que Márcio Goiano conseguiu fazer com que o time não se descontrole absurdamente como acontecia antes ao sofrer um gol. Foi assim no clássico e também hoje. Dois jogos em que o time tomou gol logo no começo e conseguiu fazer a virada. Sofreu o empate depois, mas antes o Figueira morria depois de tomar um gol. É um progresso, de qualquer forma.
Agora, se quer mesmo brigar pela liderança do returno, o Figueira tem dois jogos fundamentais em casa. Na quarta pega o Brusque e no sábado o Joinville. São seis pontos imprescindíveis para quem chegar à decisão do campeonato.
O alento é que, sob o comando de Goiano, o Figueira está jogando melhor no Scarpelli, bem mais, por exemplo, do que jogou hoje em Imbituba.
Não é o time dos sonhos de ninguém, mas só vai mudar de verdade para a série B. Então, vamos ver se com a torcida junto, o time, na raça, consegue decidir um campeonato que não prima pela boa técnica.
Por Ney Pacheco.

