Complicações e contradições do Figueira
- A situação financeira do Figueirense não é boa e jogadores como Joilson, Jonatas e Marcelo Nicácio não se encaixam no orçamento atual do clube. Foi uma das informações repassadas na reunião do comitê de transição com torcedores na noite desta quarta-feira, no estádio Orlando Scarpelli.
- Robertinho já é jogador da Tombense/Eduardo Uram. Seu nome saiu no BID da CBF (clique aqui) de segunda-feira. Comenta-se que esse nem volta.
- Enquanto isso, até agora Maicon Talheti não fez o caminho de volta da Tombense para o Figueira.
- Ontem o presidente interino, Carlos Aragão, assinou a liberação do último jogador do pacote de oito repassados a Eduardo Uram. Pode ser Jean Deretti. Confirmaremos quando sair no BID.
- Edson Silva voltou a afirmar que não vai assumir cargo algum no Figueira e a empresa que está viabilizando é para reunir os investidores que vão bancar a construção do novo estádio e de todo o complexo comercial no entorno. A empresa não vai ter nada com a gestão do futebol do clube.
- O novo homem do marketing alvinegro também participou da reunião e deu suas primeiras opiniões. Leia mais no Meu Figueira.
- Representantes do São Paulo visitam o Scarpelli nesta quinta-feira pra discutir formas de cooperação com o Figueira. Na pauta, pode entrar também o empréstimo de um ou dois jogadores já para a reta final do campeonato catarinense.
- Às vezes, o tempo opera mudanças extraordinárias. Para fazer promoção de ingresso antes era um parto, cheio de regras para amarrar os preços menores – nem tão menores assim – aos sócios. Agora se fez uma autêntica queima de estoque.
- Antes certas figuras carimbadas da mídia esportiva de Floripa eram execradas dentro do Scarpelli. Até reunião com blogs foi feita pra pedir que estes batessem forte em certos veículos de comunicação. Agora as figuras e os veículos são agraciados diariamente com salamaleques diversos e informações em primeira mão.
- Aliás, o final da gestão me fez lembrar do Baile da Ilha Fiscal. Transferências na calada da noite, aumentos de salários, ingressos a preço de banana, jantar para 300, 15 mil exemplares de revistas. A conta fica pra República pagar. Nunca vi tanta pirracinha feita só para atrapalhar a vida de quem vai assumir. Nunca vi gente queimar o próprio filme de maneira tão infantil.
- É tudo muito lamentável, mas o Figueira vai sobreviver.
Por Ney Pacheco.

