Figueira e Avaí duelam pelo catarinense
O primeiro Clássico que eu lembro de ter visto na Ressacada foi um 3 a 0 para o Figueirense pelo quadrangular final do campeonato estadual de 1984, com três gols de Airton, um centroavante grandalhão e tosco que era reserva do ótimo Guilherme (Macuglia).
De lá para cá, a supremacia alvinegra nos Clássicos se reafirmou. Na Ressacada então nem se fala. Desde a inauguração do estádio avaiano, em 1983, é o Figueirense que manda no pedaço.
Deixando de lado jogo com o time B pela Copa SC presenciado por duas ou três centenas de testemunhas, o Figueira não perde no moquifo do mangue desde 2006, quando ainda era comandado por Adilson Batista.
Foi um 3 a 2 em que o Figueira ficou com um a menos depois da expulsão de Henrique no começo do segundo tempo e o Avaí chegou a abrir 3 a 0. O Furacão Alvinegro diminuiu para 3 a 2 e deu um sufoco no fim.
Depois disso teve o Clássico do Ramon, em 2007, com aquele gol no finzinho que eliminou o Avaí do campeonato e foi narrado em ritmo de marcha fúnebre por uma rádio da cidade.
Em 2008, foi a vez dos 3 a 0, em que até Alexandre Pedalada fez gol e o Zuzu mandou desligar os refletores assim que a bola estufou as redes pela última vez.
No ano passado, o resultado ficou no um a um, com o time deles correndo atrás do empate, alcançado com um gol em impedimento.
Fica evidente que o estádio do Sul da Ilha é um lugar onde o Figueira gosta de jogar e a torcida alvinegra gosta de fazer festa. É o nosso playground predileto.
O que o time alvinegro precisa fazer hoje é aliar a velha mística, a velha tradição das grandes exibições e grandes vitórias na Ressacada, com a personalidade e o belo futebol dos jogos recentes no Scarpelli. Aí vai ser festa outra vez, como de costume.
Pra cima, Figueira.
Tua glória é lutar.
P.S. Um dia como hoje não pode passar sem uma menção honrosa à administração séria e competente da Federação Catarinense de Futebol que consegue marcar os dois clássicos, ou seja, os dois jogos mais importantes e rentáveis do campeonato, para dias de semana à noite. Os gênios da FCF, secundados pelas diretorias dos dois clubes, não conseguem nem consultar a “folhinha” na hora de de montar a tabela.
Por Ney Figueira.

