É preciso dar o mérito ao técnico Márcio Goiano. Assim como ocorria em seus tempos de zagueiro e capitão do Furacão Alvinegro, quem manda no estádio Orlando Scarpelli é o Figueirense.

É preciso dar ainda outro mérito ao treinador. Mesmo com lacunas no time titular e mais ainda nas opções de banco, ele está conseguindo fazer o time jogar muito bem quando se apresenta em seus domínios.

Para quem viajou de Goiânia a Florianópolis no final do ano sem saber direito se ia ser técnico ou gerente e acabou virando auxiliar técnico, Goiano está fazendo um belo trabalho desde que assumiu o comando da equipe.

Assim, a vitória por 3 a 0 sobre o Metropolitano neste sábado foi apenas reflexo do bom futebol bem apresentado em campo. Aliás, o futebol merecia um resultado bem mais elástico do que o placar final.

O Figueirense foi soberano durante o jogo todo e, contra um Metropolitano absolutamente tímido e encolhido, foi empilhando oportunidades de gol até o abril o placar com Maicon aos 20 minutos do 2º tempo.

Foram, no mínimo, uma dezena de chances claras de gol, algumas desperdiçadas por precipitação ou falta de qualidade na finalização e a maioria evitada por obra da grande exibição do goleiro João Paulo.

Quando finalmente abriu o placar, a ansiedade que podia virar desespero se dissipou e mesmo mais cuidadoso na defesa, o Figueirense criou várias outras chances até fechar o placar em 3 a 0.

O resultado garantiu o 2º lugar isolado para o Figueirense e reforça o bom astral para o clássico. Agora é pensar no velho freguês.

Notas Alvinegras

* Roberto Roberval Davino tem um problema sério como treinador. Quando ele se convence que o seu time é inferior ao adversário, parece aceitar antecipadamente a derrota. O Metropolitano se limitou a ficar encolhido na defesa, torcendo pura e simplesmente que os milagres do goleiro não acabassem ou que o Figueirense não conseguisse acertar as redes.

* Quando dirigiu o Figueirense nas primeiras rodadas da Série A de 2002, no retorno alvinegro à primeira divisão, também foi assim. Foram cinco jogos, cinco derrotas, nenhum gol marcado e um futebol horroroso. Bem diferente do que o time jogou sob o comando do mesmo Davino na conquista do campeonato estadual daquele ano.

* João Filipe tomou o terceiro amarelo e está fora do Clássico. Improvisar Ygor é a única opção que Márcio Goiano tem.

* Mesmo com a queima de estoque, o público ficou abaixo do esperado. A nova direção do clube vai ter que trabalhar muito para reconquistar a confiança do torcedor e fazê-lo voltar ao estádio.

Por Ney Pacheco.