Um time quando ataca, o outro defende
Uma coisa é certa: Márcio Goiano tem mesmo que botar o time do Figueira no ataque, como já vem fazendo, porque se depender da defesa o Figueira não empata com ninguém.
No ataque, na partida contra o Brusque, o time foi bem, apesar de desperdiçar muitos gols no segundo tempo, mas na defesa o time continua se atrapalhando e se desconcentrando até contra um time limitadíssimo como o time do Vale do Itajaí.
Assim, uma goleada que podia ser histórica, virou um sofrido 5×3. Lembrou até aquele jogo maluco de 2008, contra este mesmo Brusque, que o Figueira venceu por 6 a 4.
Desde quando assumiu o Figueira, dois dias antes do clássico, Márcio Goiano conseguiu fazer o time jogar bom futebol com a bola no pé. Tabelas, toques de primeira, ultrapassagens, muita velocidade. É isso que se vê, principalmente nos jogos no Scarpelli.
A defesa, no entanto, não consegue fazer uma partida linearmente boa. Erros de posicionamento são constantes e o time toma gols demais.
Pela minha contabilidade, sob o comando de Márcio Goiano, o Figueira fez 19 gols em seis jogos, a excelente média de três por jogo. Aliás, nestes seis jogos o Figueirense nunca fez menos de dois gols numa partida. Por outro lado, foram 12 gols sofridos nestes seis partidas, uma média também muito alta.
É duro imaginar como Márcio Goiano vai poder consertar isso. As opções são reduzídissimas. Com a contusão de Cadu, por exemplo, o técnico abandonou o 3-5-2, suponho que por não confiar nas demais opções que tem à disposição para a zaga.
De qualquer forma, o Figueira mereceu vencer e golear o Brusque. Sofreu além da conta, por seus próprios erros, e também pela complacência do árbitro José Acácio da Rocha, que deixou o Brusque baixar o sarrafo impunemente e só foi expulsar o primeiro jogador do time visitante aos 30 minutos do segundo tempo.
Outro problema é a parca qualidade do elenco. Bilu saiu contundido, Wilson pode não voltar no sábado contra o JEC. A única opção de referência no ataque é o limitado Douglas.
Para quem crê, é rezar para Lucas e William continuarem jogando muita bola como estão. Para Roberto Firmino subir de produção a cada jogo, mostrando que é bom de bola. Para Jeovânio, apesar da bobeira no terceiro gol do Brusque, ir recuperando um pouco da boa forma a cada partida.
No sábado é a vez de pegar o Joinville no Scarpelli e aí a parada será bem mais complicada. É jogo para casa cheia e para um time mais ligado na defesa. É jogo para vencer novamente.
Por Ney Pacheco.

