Figueira esquece que futebol é coletivo
O pessoal mais das antigas conhece a expressão acima, que brinca com as origens do esporte (clique aqui), para lembrar que o futebol é coletivo.
E este foi justamente um dos motivos para o Figueirense não trazer a vitória de Chapecó neste domingo. Faltou espírito coletivo para rolar a bola para o companheiro mais bem colocado e concretizar ao menos uma da meia dúzia de oportunidades criadas no final do jogo.
Faltou um pouco mais de sorte também – foram duas bolas no travessão, em finalizações de fora da área de Ernani e Coutinho –, mas também faltou um pouco mais de frieza e de qualidade.
É notícia velha que o Figueira não tem um banco à altura de seus titulares. Assim, o time sentiu a ausência de Maicon e Roberto Firmino no meio-campo. As opções para o ataque, ainda sem Marcelo Nicácio, também são muito limitadas. Trocar Junior Negão por Jean Carioca significa trocar uma peça nula por outra que cria chances na mesma medida que as perde.
O Furacão Alvinegro perdeu a liderança, mas está virtualmente classificado. Com as voltas de Firmino e Maicon, mais a possibilidade de ter Fernandes no banco, o Figueira precisa reeditar as últimas atuações no Scarpelli, vencer o Criciúma e ver o que acontece.
Como de costume, uma amarelada avaiana em Blumenau, contra o Metrô, não está descartada e aí é só vencer o Tigre para terminar o returno na liderança.
Notas Alvinegras
* O registro deve ser feito. Contra a Chapecoense, o Figueira conseguiu terminar um jogo fora de casa sem sofrer gol pela primeira vez no campeonato.
* Contando com a vitória por 5 a 0 sobre o Juventus na partida anterior, é a primeira vez que o Figueira fica dois jogos seguidos sem sofrer gol.
* As limitações do adversário sozinhas não explicam o fato do Alvinegro não sofrer gol. Fora de casa, o time tomou gol até do Juventus,na vitória por 4 a 1 no primeiro turno em Jaraguá do Sul.
* Pode-se lamentar o rebaixamento da Chapecoense, mas um time que chega na última rodada cinco pontos atrás da fraquíssima equipe do Brusque não pode reclamar da sorte.
* Aliás, projetos de gestão de time de futebol que tem poder dividido com o gabinete do prefeito sempre correm o risco de degringolar de uma hora para outra, por conta de ingerências que deixam o profissionalismo de lado. Quem acompanha mais de perto pode falar melhor sobre o que aconteceu em Chapecó.
* Espera-se agora que a conversa fiada de aumentar o número de clubes de 10 para 12 alimentada pelo presidente da Havan, morra na casca, já que o Brusque escapou da degola.
Por Ney Pacheco.

