Figueirense e o resultado que interessa
Há uma questão básica envolvendo jogos decisivos. É a que tens que conseguir o resultado que te interessa do jeito que for possível.
Isso o Figueirense fez. Não jogou bem. Não reeditou as atuações anteriores, precisou de Wilson muito mais do que nos jogos anteriores, mas conseguiu o empate que lhe interessava pelo regulamento.
Talvez por sua juventude, a maioria dos jogadores se ressentiu do fato de ser um jogo decisivo e não repetiu suas boas atuações anteriores. Além disso, jogadores experientes que poderiam dar mais equilíbrio à equipe, como Bilu e Jeovânio, não fizeram uma boa partida.
Márcio Goiano tem agora uma semana para quebrar a cabeça e encontrar substituto para Lucas, bem como preparar o time para enfrentar uma guerra na Ressacada e ser capaz de vencer.
Não vai ser fácil. Até porque no jogo de domingo, o Figueira vai enfrentar a sua já conhecida limitação de elenco. Não há substituto para Lucas no grupo de jogadores e o técnico vai ter recorrer à improvisação para um atleta hoje que é um dos mais importantes do time, principalmente na criação ofensiva.
A suspensão de Jeovânio não será tão sentida porque ele não está jogando tão bem e Ygor pode quebrar o galho por ali sem problemas.
O retorno de Maicon é uma boa notícia. Depois de tudo que vi durante o campeonato, acredito que o melhor meio campo que o Figueira tem no momento é composto por Ygor, Maicon, Juninho e Roberto Firmino.
Bilu precisa recuperar o ritmo de jogo e Jeovânio tem oscilado bastante, embora tenha sido muito importante no 2º tempo de hoje, destruindo várias jogadas do JEC.
O Figueirense tem uma semana pra se preparar. Fernandes e Marcelo Nicácio podem, inclusive, aprimorar sua forma. Ter o atacante como titular, no lugar do desligado Junior Negão, seria um grande ganho de qualidade. Fernandes, por sua vez, poderia ficar para o segundo tempo, já que o melhor setor do Figueira é aquele meio campo já escalado nos parágrafos anteriores.
O campo é deles, a vantagem do empate é deles. Porém, já ganhamos deles em situações mais adversas. É bom não duvidar.
Notas Alvinegras
* O fanático alvinegro e árbitro Paulo Henrique Bezerra tirou do Clássico dois (Lucas e Jeovânio) dos quatro pendurados do Figueira. Não satisfeito, tirou Lucas de campo na metade do segundo tempo, deixando o JEC com um jogador a mais por quase 25 minutos.
* Já no moquifo, o dócil João Fernando da Silva, o Dadá, só amarelou um dos sete avaianos que entraram em campo com dois cartões. É a pressão desenfreada pós-clássico fazendo efeito? Vão querer árbitro de fora ou o afável Dadá serve?
* Quase 12 mil pessoas no Scarpelli no domingo. Sete mil na Ressacada no sábado. E insistem em comparar.
* Sinceramente não gostei da insistência da CBN com a história do JEC entregar o jogo. Esse papo já veio de um avaiano na coluna do Cacau Menezes no sábado. Triste mania azulejenta de sempre botar defeito nas vitórias e conquistas do Figueira.
* Os dois times procuraram o gol, os dois goleiros trabalharam, houve bola na trave, grandes defesas e o JEC tentou sim vencer o jogo. Talvez o problema seja que os avaianos tenham tanto medo do Figueirense que vejam conspiração e fantasmas em todo lugar.
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Por Ney Pacheco.

