Mesmo desanimada fui para o Canindé torcer para a Lusa. Afinal, jogo importante, decisão na Copa do Brasil e a Portuguesa precisava dar a volta por cima, depois da incrível derrota de domingo.

Canindé vazio. Cerca de mil pessoas no estádio presenciaram o “tranquilo” jogo entre Portuguesa e Ponte Preta.

Os lusitanos que sofrem problemas cardíacos já estão no hospital, os demais estão com o coração 100% e podem pedir descontos no plano de saúde.

A equipe rubro-verde abriu o placar com Luiz Carlos, o jogador não é tão ruim, ele só está fora de forma. Aquele tamanho todo, não pode ser só músculo, ele precisa ganhar agilidade só assim ele conseguirá finalizar os passes e chegar ao gol.

E vencendo por 1 a 0, Benazzi fez a primeira substituição, saiu Henrique machucado e muito mal na partida, para entrar Acleisson. Sim, o Acleisson entrou e eu nem acreditei… Foram necessários dois minutos para ele levar o cartão amarelo.

O grande defeito do Benazzi é recuar o time. Ganhar de um a zero não é um resultado tão favorável, a Lusa tinha que partir para cima do adversário, precisava chegar, precisava de um centro-avante. Benazzi mexeu errado, outra vez!!!

E faltando dez minutos para acabar a partida a Ponte Preta empatou e os protestos em cima do Benazzi aumentaram e as promessas de nunca mais pisar no Canindé saiam da boca de diversos torcedores. Quase me arrependi de ter ido assistir o jogo.

Em seguida, o treinador lusitano colocou “El Grillo” e Celsinho, que ajudaram a movimentar mais o time lusitano.

Quando a torcida já estava pouco esperançosa, Biscayzacu desempatou a partida. O pequeno público no Canindé foi ao delírio… Eu pulei como uma criança e Benazzi comemorou intensamente.

A Lusa venceu e está nas oitavas da Copa do Brasil e enfrenta o Fluminense.

A Portuguesa tem seus problemas de gestão, não tem muitas opções de jogadores e um treinador teimoso, mas nada estraga o brilho da equipe rubro-verde, que jogou de preto, mas conquistou uma vitória no estilo rubro-verde, suada e sofrida, animando um pouco os torcedores que ainda não engoliram a amarga derrota contra o Grêmio Prudentino.

Por Michelle Abilio, do Boteco da Lusa.