Figueira inicia luta pelo acesso
Se quiser conquistar o acesso, o Figueirense vai ter que começar a construir uma história diferente a partir deste sábado na comparação com a campanha da série B no ano passado.
O jogo contra o São Caetano é a primeira oportunidade para o Figueira começar a ter um retrospecto melhor do que os péssimos resultados obtidos contra os times paulistas na segundona de 2009. Foram 10 jogos, com oito derrotas e somente duas vitórias. No Scarpelli, o Figueira só venceu o Bragantino. Fora, só derrotou a Ponte Preta. Seis pontos conquistados em 30 possíveis. Considerando que o Figueirense ficou a cinco pontos da classificação para a série A, nota-se o estrago que o pífio desempenho fez no resultado final.
Outro aspecto da campanha que precisa ser melhorado é um fato bem conhecido de Márcio Goiano: a importância de vencer em casa. No ano passado, o Figueira perdeu absurdos seis jogos em 19 em casa. Venceu 12 e empatou um. Foram 37 pontos ganhos em 57 possíveis, com 64,91% de aproveitamento. Muito pouco para quem joga em casa, muito pouco para quem quer subir, muito pouco para quem tem uma torcida como a do Figueira.
Só que Márcio Goiano sabe bem que é preciso mostrar quem manda quando se joga em casa. Em 2001, quando era zagueiro e capitão do time que subiu para a série A, foram 14 vitórias, dois empates e uma derrota em 17 partidas no Scarpelli. 44 pontos ganhos em 51 possíveis, ou seja, 86,27% de aproveitamento.
Um dos aspectos positivos da campanha no último campeonato estadual é que o Figueirense retomou um pouco da mística do caldeirão do Scarpelli. Foram três empates e sete vitórias jogando em casa. Sendo que dois destes jogos tiveram Renê Weber como técnico (vitória contra o Imbituba na estréia e empate com o Atlético de Ibirama). Resta saber, se enfrentando times teoricamente mais qualificados, o Figueira vai conseguir manter ou melhorar a média.
Este sábado traz o primeiro desafio. Alguns dizem que o Figueirense tem um bom elenco para a série B. Discordo. Podemos até ter um bom time, mas falta elenco. Como, no entanto, está todo mundo à disposição e a equipe já tem um entrosamento e uma maneira de jogar, podemos sim trazer um bom resultado do Canindé.
Pra cima, Figueira!
Por Ney Pacheco.

