Figueira perde a primeira na Série B
A campanha está boa. Duas vitórias em três jogos, dois fora de casa, 66% de aproveitamento. A derrota veio contra um time que não é melhor que o Figueira, mas que soube aproveitar melhor a chance num primeiro tempo equilibrado, em que o Furacão Alvinegro criou oportunidades de abrir o placar.
Não abriu e foi para o intervalo perdendo de um a zero. E aí veio o problema. O banco alvinegro tinha jogadores de bom nível para segurar o resultado, fosse vitória ou empate. Não tinha ninguém capaz de fazer mudar o jeito do time jogar.
Fernandes, o único capaz de fazer isso, não viajou. No mais eram volantes (Jeovânio, Coutinho e Bilu) e um lateral (Bruno). Os dois para o ataque, Jr. Negão e Douglas, não iam conseguir acrescentar nada além do que Willian e Nicácio fariam. E pior, nenhum dos dois tinha a característica para fazer a posição de Willian, que fez uma de suas piores partidas pelo Figueirense.
Em 20 de abril, comentei que do elenco que disputou o estadual, com muita boa vontade 15 ou 16 podiam ficar para a série B, se, de fato, quiséssemos subir. Continuo com a mesma opinião.
Quatro jogadores foram contratados desde então, mas somente neste sábado um deles, Bruno, estreou. O time continua deficiente na ala esquerda, com pouquíssimas opções para a função de meia atacante (hoje era Firmino e Firmino) e para o ataque – Nicácio e William não têm substitutos à altura.
Pelo que vi de Heber no time que jogou contra a Chapecoense pela Copa SC, é melhor dar uma chance a ele do que, por exemplo, continuar insistindo com Douglas.
De qualquer forma, terça-feira o jogo é no Scarpelli e mesmo contra um adversário difícil, com várias figurinhas conhecidas e que não deixaram saudade, como Gallo, Cesar Prates e Elton, é preciso ir com tudo para voltar a vencer.
No Scarpelli, o Figueira tem que mandar.
Por Ney Pacheco.

