Está chegando finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno sem futebol. É uma coisa chata ficar sem ter jogo para assistir, sem ir ao Scarpelli, só ficar esperando que a bola volte a rolar.

Pois agora está bem perto. Nesta quinta-feira, o Figueira deve apresentar dois novos reforços, o já há muito anunciado Bruno Formigoni e o lateral/meia Pedro Carmona, que disputou o campeonato gaúcho pelo São José. Carmona havia sido indicado ao Criciúma pelo técnico Argel Fucks, que o treinou no clube de Porto Alegre. Também especulou-se, em Coritiba, sua ida para o Atlético-PR. Eu, particularmente, não conheço o jogador.

Fora de campo, Abel Ribeiro chegou para ser auxiliar técnico, indicado pela direção do clube, e Benevan dos Santos veio por indicação de Márcio Goiano. Não conheço este último, mas Abel é velho conhecido. Nunca fui muito fã de seu trabalho como treinador, mas acredito que ele seja um bom montador de times, com bom olho para avaliar jogadores. Resta saber se esta vai ser uma de suas funções no Scarpelli.

Para a estreia contra o São Caetano, a CBF transferiu o jogo para o Canindé, pois o Anacleto Campanella foi interditado pelo Ministério Público. Não muda muito. A torcida do Azulão é minúscula e não incomoda ninguém.

O Canindé tem um gramado razoável e boas dimensões. Não vai atrapalhar o estilo de jogo do Figueira como certos campos do campeonato estadual atrapalharam. É botar a bola no chão e mostrar o que sabe.

Claro que o adversário pode incomodar, pois é um dos candidatos ao acesso. Aliás, a tabela não é muito amiga do Figueira, que pega São Caetano, Portuguesa e Náutico nas quatro primeiras rodadas. Nada de moleza, de ter tempo para se adaptar à competição e ganhar confiança. É osso duro logo de cara.

Por outro lado, bons resultados já vão elevar o ânimo às alturas. Uma boa exibição e um bom resultado no Canindé são o primeiro passo.

Por Ney Pacheco.