Por Marcelo Farias, do Papo Alvinegro.

A FNF está realizando o maior Estadual do Nordeste. Isso no critério de datas utilizadas, já que a péssima fórmula da competição fez com que a fase preliminar tivesse uma média de apenas 700 pagantes/jogo. A supremacia de datas pode ser percebida facilmente, é o que mostra um levantamento feito por esse escriba.

Foram analisadas tabelas e regulamentos de oito campeonatos estaduais da região Nordeste – não foi possível colher informações do Maranhense 2013 – e chega-se à conclusão que, ao lado do Cearense, o Potiguar 2013 são os mais longos desta região (veja quadro abaixo). São 34 datas para se conhecer os campões norte-rio-grandense e cearense. A CBF disponibiliza 23 em calendário.

Entre os estados que disputam a Copa do Nordeste, Alagoas (28 datas), Pernambuco (23) e Bahia (18) mostraram que mesmo com a realização da competição regional paralela ao estaduais é possível realizar uma estadual que não invada de forma agressiva o calendário nacional, para tanto precisa-se de uma pouco de criatividade que não é o forte da FNF.

Um campeonato com 34 datas (quase um Brasileirão!!!) torna-se nada atrativo, já que os jogos não tem caráter de decisão. Outro grande problema é que a grande quantidade de jogos em curto espaço de tempo pode prejudica sobremaneira a parte física dos atletas. Nessa 1ª fase – que inclui ABC e América – uma equipe pode fazer 20 jogos em 75 dias, média de um jogo a cada 3,7 dias (no Brasileirão 12 esse índice foi de 5,2).

Fazer um campeonato que não possa prejudicar o calendário da CBF e muito menos a condição física dos atletas é missão impossível para moderna administração de José Vanildo. Quantos jogadores “estourados” na série B teremos?