Figueira: uma formação bem encaminhada
segunda-feira, julho 13th, 2009O crescimento do Figueirense na série B faz com que o clube possa pensar melhor em seus próximos passos. Os reforços, ainda necessários para suprir algumas posições carentes, podem ser escolhidos com mais calma, sem o desespero causado por uma campanha ruim ou como mero paliativo para aplacar a ira da torcida.
Este mesmo crescimento faz com que o Furacão Alvinegro passa a ter uma escalação praticamente definida, com dúvidas pontuais em uma ou outra posição.
O primeiro ponto de consenso é a zaga com três integrantes, João Filipe, Toninho e Régis. Nas alas, também sem muito debate, Lucas e Egídio. No meio, no momento, Carlinhos, Paulinho e Fernandes, embora Vinícius Pacheco tenha estreado bem e possa vir a ser uma boa opção e haja espaço para um volante mais qualificado.
No ataque, provavelmente a maior interrogação: qual o melhor companheiro para Rafael Coelho?
Para o jogo desta terça-feira, contra o Juventude, em Caxias do Sul, há dois aspectos a considerar. O primeiro é o fato de o jogo ser fora de casa e, nesse caso, a volta de Schwenck possa significar ganhar mais velocidade no contra-ataque. O segundo aspecto é que o adversário costuma abusar do jogo aéreo e aí Clodoaldo também pode ajudar na disputa pelo alto quando o Figueira for atacado.
Eu, particularmente, gostei da participação de Clodoaldo na partida contra o Fortaleza. Ajudou muito na marcação, como Schwenck costuma fazer, mas foi mais produtivo no ataque, construindo, inclusive, uma jogada muito bonita no terceiro gol do Figueira, marcado por Rafael Coelho.
Gostaria de ver Clodoaldo iniciando a partida no Alfredo Jaconi. Assim como considero que Anderson Pico deva ser o substituto de Lucas, já que não conheço outra alternativa no elenco.
Essas questões pontuais mostram, no entanto, que o Figueira começa a definir uma formação e uma maneira de jogar. Isso é fundamental para a equipe se firmar no pelotão da frente desta série B.
Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.

