Posts Tagged ‘artilharia da Série B 2013’

Bruno Rangel garante empate para a Chape

domingo, agosto 18th, 2013

Por Espaço do Verdão.

O Paraná abriu dois gols de diferença, mas a Chapecoense reagiu. Jogando no seu estádio, o Índio Condá, onde não é derrotado há nove meses, o time catarinense saiu perdendo pela primeira vez na Série B, mas o seu artilheiro apareceu e salvou o vice-líder da competição de perder a invencibilidade como mandante. Em partida válida pela 16ª rodada, Reinaldo abriu o placar para o Paraná, em cobrança de pênalti no primeiro tempo, enquanto que Paulo Sérgio ampliou na etapa complementar. No entanto, Bruno Rangel marcou duas vezes nos minutos finais da partida, aos 39 e 42, e garantiu o empate em Chapecó: 2 a 2.

Com as duas equipes no G-4 da competição e com dois técnicos em ascensão no cenário nacional, o jogo prometia. No duelo à parte, Dado Cavalcanti parecia levar a melhor, com alterações que resultaram em gol, mas Gilmar Dal Pozzo contou com a maioria dos 7.698 torcedores no estádio e seu camisa 9 para manter-se na segunda posição na tabela, agora com 33 pontos e dois jogos a menos que o líder Palmeiras. Já o time paranaense segue na quarta colocação, com 27 pontos.

Chapecoense busca empate no fim com dois de Bruno Rangel (Foto: Junior Matiello / Futura Press)

Na próxima rodada, a 17ª, ambas as equipes voltam a campo no próximo sábado, também às 16h20. A Chapecoense vai até Bragança Paulista enfrentar o Bragantino, no Nabi Abi Chedid, enquanto o Paraná recebe o Sport, no Durival de Britto, em mais um confronto direto pelo G-4 da Série B. Antes porém, a Chape volta a na terça-feira para enfrentar o América-MG, no Índio Condá, em partida adiada da 9ª rodada.

Chape sai atrás pela primeira vezReinaldo marca de pênalti

Assim como nas outras seis partidas realizadas no Índio Condá, a Chapecoense pressionou desde o início. Logo nos cinco primeiros minutos, o time da casa conseguiu três escanteios. Mas aos nove, tudo mudou. Em uma das primeiras investidas da equipe paranista ao ataque, Moacir foi derrubado pelo volante Augusto em tentativa precipitada de bote e o árbitro Francisco de Paula dos Santos Silva Neto não hesitou em apontar para a marca da cal. Reinado, preciso, bateu no lado oposto do goleiro Nivaldo e comemorou o seu terceiro gol na Série B.

A Chape sentiu o golpe, já que pela primeira vez no campeonato saía perdendo como mandante. O ímpeto ofensivo ficou prejudicado pela parte emocional. Não que faltasse a vontade, mas sim organização. O time errava muitos passes, principalmente nas saídas de bola, o que proporcionava contragolpes perigosos para a agremiação visitante. Entre os 20 e 30 minutos, ainda da etapa inicial, Reinaldo e Ricardo Conceição tiveram chances reais para ampliar o marcador, cara a cara com o goleiro Nivaldo, mas falharam nas finalizações, ambas rasteiras e cruzadas, que passaram ao lado da meta.

A equipe alviverde só voltou a levar algum perigo à meta do goleiro Luis Carlos, aos 32, com o artilheiro da competição nacional. Bruno Rangel ganhou do marcador no jogo de corpo e arriscou de longe. A bola passou perto da trave direita e devolveu o moral para o time catarinense. Além de um chute forte de Augusto, dentro da área do Paraná, nada mais importante aconteceu até o fim da primeira etapa.

Paraná amplia, mas Chape reage com Bruno Rangel

O segundo tempo começou com mudanças. No Paraná, Felipe Amorim deu lugar a Paulinho Oliveira. Já na Chapecoense, Dal Pozzo lançou Soares na vaga de Augusto. A equipe passou a atuar com três atacantes na busca do empate. No entanto, as mudanças não surtiram muito efeito e poucas oportunidades claras de gol foram criadas por ambos os times.

Outras substituições foram feitas, e uma delas quase definiu a partida. Paulo Sérgio entrou no lugar de Reinado, e ampliou aos 30, com muita tranquilidade, após ficar cara a cara com o goleiro Nivaldo. Quando o resultado da partida já parecia definido, o artilheiro da Série B, Bruno Rangel, que vinha tendo uma atuação apagada, resolveu aparecer. Com bastante oportunismo, ele estufou a rede adversária duas vezes, aos 39 e aos 42. Além de chegar ao seu décimo sétimo gol na competição, Bruno Rangel garantiu um ponto precioso para a Chapecoense na luta pelo G-4 e ainda manteve a invencibilidade do clube no Índio Condá.

Chapecoense vence Avaí e volta à liderança

domingo, julho 28th, 2013

Por Anderson Soccol, do Espaço do Verdão.

No confronto entre times de Santa Catarina, time verde aplica 3 a 1 sem ter muito trabalho e aproveita escorregada do Palmeiras para voltar à ponta

Na mesma pegada desde a arrancada no início da Série B, a Chapecoense derrubou mais um rival que cruzou seu caminho. Na tarde deste sábado, o time verde derrubou um conterrâneo para retomar a primeira colocação – mesmo com um jogo a menos e beneficiado pelo empate do Palmeiras. No jogo entre catarinenses, bateu o Avaí por 3 a 1, para a felicidade da maioria dos 4.345 presentes na Arena Condá, pela décima rodada da competição. O time azurra segue o martírio e não sai da zona de rebaixamento da competição.

Torcida vibra com vitória e volta à liderança (Reprodução)

A ‘Chapequente’ esquentou depois dos 20 minutos iniciais em que o jogo se concentrou no meio de campo. Dona do mando, viraria também dona da partida com o avanço que colocou o Avaí atrás. Assim abriu o placar, com Dão. Como se contenta em jogar no contragolpe, fez uso dele para marcar o segundo, com Athos. O Avaí da primeira etapa era o Leão de até agora na Série B: não se encontrava. Nos 45 minutos finais, mesmo com as alterações azurras e até gol de desconto, o jogo estava resolvido. A Chape manteve a partida sob seu controle. Tanto que o goleador da Série B Bruno Rangel assinou seu 11º gol na competição.

Guaratinguetá permitiu à Chapecoense, com um jogo a menos, retomar a liderança. A equipe de Gilmar Dal Pozzo pode tentar ampliar a distância para os paulistas na próxima terça, quando encara o Ceará, no Castelão, às 19h30m. Na mesma data e horário, o Avaí tentará ter mais que os nove pontos que o faz estar na zona de rebaixamento. De volta à Ressacada, os azurras encaram o Atlético-GO.

Fatal e letal

Com ares de clássico estadual, havia enorme expectativa para que a bola rolasse. Afinal, há 45 dias a Chapecoense havia feito a última partida diante de seu torcedor. Mesmo período em que ficou fora o meia avaiano Marquinhos. Mas foi Braulio da Silva Machado apitar o início para que o confronto ficasse amarrado no meio de campo e recheado de faltas. De volta ao esquadrão azurra, Marquinhos arriscou colocar o esperado fogo na partida. Bateu escanteio fechado, aos 20, e o goleiro Nivaldo foi bem. Botou a mão na bola porque ia entrar. Não foi gol, mas parece ter sido diante do recuo dos visitantes. Os donos da casa começaram a empurrar o Avaí para seu campo de defesa.

Aos 26, a atitude azurra não foi tão ruim porque o zagueiro Leandro Silva estava em cima da linha para botar a cabeça na bola e evitar que o arremate de Paulinho Dias fosse transformado em abertura de placar. Dois minutos depois o recuo azurra seria punido com uma testada fatal. Enquanto a cobrança de escanteio Paulinho Dias ia ao miolo da área, o zagueiro Dão voava na direção da bola. O encontro ocorreu no sexto andar, tão alto o salto. Da bola com as redes aconteceu depois de quicar no chão e passar por Diego: 1 a 0 Chape. A pressão funcionou e os donos da casa estavam na frente.

A Chapecoense queria mais. Como Athos quis que o tiro cruzado, aos 33, não tivesse a palma da mão direita de Diego pelo caminho ou a zaga para mandar pra longe o rebote. Márcio Diogo e Tauã faziam figuração no ataque do Avaí. Quem produzia algo mais substancial aos azuis era Marquinhos com a sua bola parada. Como a batida de falta no canto que fez Nivaldo mandar para escanteio, aos 42. A melhor tentativa também seria um duro golpe nos azurras no minuto seguinte. É que a afastada da defesa foi transformada em contragolpe letal. Anderson Pico recebeu no campo de ataque e tocou para Athos do outro lado. Se era preciso habilidade para colocar dentro do gol, o meia mostrou que a tem. Com a parte de dentro do pé direito, botou a bola no chão. Com a de fora chutou e fez a pelota ir no cantinho de Diego, que ficou parado onde estava, vendo a bola entrar: 2 a 0.

Rangel não passa em branco e marca o terceiro
da Chape (Foto: Sirli Freitas/Agência RBS)

Assinatura do goleador

Na expectativa de ver o Avaí produzindo melhor, o técnico Hemerson Maria fez duas alterações no recomeço da partida. Entraram o meia Luciano e o atacante Reis nas vagas do volante Alê e do inoperante Tauã, respectivamente. De imediato, o treinador azurra viu da área técnica seu time trocando mais passes, mas finalizando pouco. Muito mais fruto da necessidade de reverter o placar e a condição na tabela do que das alterações. Tanto que o terceiro gol verde estava prestes a acontecer.

Poderia ter sido de Fabinho Alves, aos 18, quando deu uma meia lua em Leandro Silva e soltou o chute forte e cruzado que o goleiro Diego evitou que entrasse. Mas o terceiro da tarde teve a marca do goleador da Série B. Depois do escanteio gerado, Wanderson foi no fundo e mandou rasteirinho no segundo pau. Bruno Rangel estava onde precisava estar. Só cutucou para o gol escancarado. O treinador azurra tentou a última cartada: saiu Marquinhos e entrou Diego Jardel. Mas foi a substituição processada anteriormente que minimizou o estrago. Luciano recebeu no lado esquerdo do ataque e mandou o míssil cruzado que estourou no fundo da rede Nivaldo. O Avaí diminuiu, mas não seria suficiente.

O gol de desconto virou puxão de orelha. A Chapecoense retomou a marcação rente ao rival e o Avaí não conseguiu fazer mais do que um gol. Embora Luciano tenha passado perto já nos acréscimos. Ainda que entrasse, não minimizaria o estrago ou dava fim aos sete jogos sem vencer. A Chape retomou também a liderança com o 3 a 1 sem muitos apupos.

Joinville abre 2 a 0, mas leva empate da Chapecoense

sábado, julho 13th, 2013

Por Espaço do Verdão.

O Joinville tentou mostrar aos adversários da Série B que a Chapecoense é formada por homens, falíveis e imperfeitos. Provou e também experimentou outra virtude de líder: a força em reverter o prejuízo. O JEC saiu na frente na Arena Joinville. Abriu dois de vantagem no primeiro tempo. No segundo, começou a tomar o empate após a expulsão de Eduardo. O prejuízo causado foi pago na mesma moeda. O Verdão de Santa Catarina mostrou persistência e frieza, simbolizada pelo gol do empate de Soares. Devolveu os dois gols e fechou o placar em 2 a 2, na tarde-noite deste domingo, pela oitava rodada da Segundona.

Sofrer o empate com cara de virada não foi tão ruim ao Joinville, pelo menos se apenas a tabela de classificação for observada. O time no Norte catarinense entrou no G-4. Está na terceira colocação com os 16 pontos que soma. A Chapecoense viu diminuída sua diferença para o Palmeiras, segundo colocado. Agora, dois pontos separam os ‘verdões’.

Wellington Bruno Chapecoense Joinville (Foto: Leo Munhoz / Agência RBS)
Chape sofre e não se abala, empata o jogo após dois do Joinville (Foto: Leo Munhoz / Agência RBS)
Com a força extra proporcionada pela maioria dos 10.177 torcedores na Arena Joinville, o JEC desafiou a solidez de Verde. Até rachar, virar buraco e escancarar o caminho para fazer a bola passar. Pela direita, abriu passagem para o gol inicial, aos 24, de Ricardinho. Mesma rota em que saiu o segundo, aos 36, de letra e de Lima. No segundo tempo, foi a Chapecoense que partiu para jogar no campo de ataque. Acendeu a chama, mas só colocaria fogo aos 20, no décimo gol de Bruno Rangel na Série B. Mas nada esquentou mais que a expulsão de Eduardo, do Coelho. Calor contrastante com a frieza da Chapecoense. O atacante Soares teve requintes de crueldade no gol do empate, aos 34.
Na nona rodada da Série B, os dois times voltam a campo no próximo sábado, dia 20. O Joinville vai ao Rio Grande do Norte para enfrentar o ABC, no Frasqueirão, às 21h. A Chapecoense volta para casa. Na Arena Condá recebe o América-MG, às 16h20m.
Racha, abre e passa
A paciente Chapecoense pareceu ter fugido de sua característica no nascente da partida, porque pagou na mesma moeda o atentado que obrigou Nivaldo trabalhar. No quinto minuto, Rafinha cruzou certinho para Ronaldo cabecear e o goleiro defender. A Chape esqueceu do costume, de suportar o tranco e seguir de pé. Foi ao revide. No minuto seguinte, Fabinho Alves mandou fogo quente que esquentou a mão de Ivan. A defesa do JEC completou para afastar. Armas apresentadas, os times se mexeram no campo formando o desenho que deles se esperava. O Joinville tentava jogar em cima e fazer de uma mínima rachadura um buraco na defesa de verde. Acostumado a suportar, o Verdão do Oeste de SC buscava o contra-ataque ou a bola parada para chegar até o gol. Das pretensões, as tricolores foram melhores no primeiro tempo.
Dois espaços abertos por Eduardo e Lima se transformaram na brecha para o gol escancarado que Ricardinho só teve o trabalho de fazer a bola se arrastar até a rede. O lateral-foguete do JEC disparou até o fundo e mandou para Lima. Mas o homem de 131 gols com a camisa vermelha e preta abdicou de mais um. Abriu as pernas e enganou a defesa verde para colocar a baliza inteira na frente do amigo de longa data e clube. Ricardinho botou a bola para dentro e a mão no rosto logo depois. Chorou emocionado pelo tento que diminuiria a carga da cobrança sobre ele. O Joinville estava na frentE: 1 a 0. Eram decorridos apenas 24 minutos.
O lado esquerdo da defesa seguiu aberto após o gol. Por ali passou o segundo, novamente brotando dos pés de Eduardo. O ala parou na frente dos defensores e rolou para Ronaldo fazer o cruzamento rasteiro para o meio, tal qual poderia ter feito o companheiro que fez o passe. Lima nem tinha como servir alguém ao aparecer para receber. Foi de letra e foi no gol. O segundo do JEC no jogo, o sétimo do camisa 9 joinvilense na Série B. Aos 41, Athos cometeu ato impaciente. Chegou na frente da área e soltou o chute desesperado. Não passou de susto a Ivan, por passar perto do travessão. O Joinville estava na frente. Foi tranquilo ao vestiário. Parecia que tinha o controle. Só parecia.
‘Chapequente’ põe fogo
Com Anderson Pico no lugar de Tiago Saletti na lateral-esquerda, a Chapecoense voltou para o jogo e a fazer o seu jogo mais na faixa do campo de ataque. Trocava passes e empurrava o Joinville para trás. No entanto, não conseguia passar disso. Tanto que o técnico Gilmar Dal Pozzo tirou o volante Augusto para colocar o atacante Tiago Luís. Os donos da casa acreditavam que a partida poder estar definida. Para garantir, o volante Somália entrou para formar o meio com três volantes. Ledo engano de Arturzinho.
Com três atacantes, a ‘Chapequente’ botou fogo no jogo. Aos 20, Paulinho Dias fez a bola ir da ponta esquerda para o meio da área. No alto e em cima. Na medida para um atacante que se agiganta com a camisa verde. Bruno Rangel subiu e colocou a cabeça na bola e a Chapecoense com esperanças. Foi o gol do desconto e era só o início do calor. É que aos 28 minutos Eduardo deixou o cotovelo no rosto de Paulinho Dias. Como o lateral já tinha cartão amarelo, Rodrigo D’Alonso Ferreira mostrou o vermelho. O cenário para a Chapecoense reverter estava formado.
Ganhou forma aos 34, num gol que simboliza a frieza que a Chape tem – um contraste à temperatura que imprimia ao confronto. Novamente Paulinho Dias cruzou para dentro da área. Mas desta vez foi no segundo pau. No pé de Soares, que acabara de entrar para formar a ofensiva de quatro homens de camisa verde. Ele dominou no bico da pequena área, ainda cortou o marcador antes de mandar bala na bola cruzada e certeira. Dentro do gol. Empate com cara de virada: 2 a 2. Gelou a Arena Joinville, que vaiou os jogadores do JEC após o segundo tropeço seguido em casa.
eXTReMe Tracker