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Figueira esquece que futebol é coletivo

segunda-feira, abril 5th, 2010

O pessoal mais das antigas conhece a expressão acima, que brinca com as origens do esporte (clique aqui), para lembrar que o futebol é coletivo.

E este foi justamente um dos motivos para o Figueirense não trazer a vitória de Chapecó neste domingo. Faltou espírito coletivo para rolar a bola para o companheiro mais bem colocado e concretizar ao menos uma da meia dúzia de oportunidades criadas no final do jogo.

Faltou um pouco mais de sorte também – foram duas bolas no travessão, em finalizações de fora da área de Ernani e Coutinho –, mas também faltou um pouco mais de frieza e de qualidade.

É notícia velha que o Figueira não tem um banco à altura de seus titulares. Assim, o time sentiu a ausência de Maicon e Roberto Firmino no meio-campo. As opções para o ataque, ainda sem Marcelo Nicácio, também são muito limitadas. Trocar Junior Negão por Jean Carioca significa trocar uma peça nula por outra que cria chances na mesma medida que as perde.

O Furacão Alvinegro perdeu a liderança, mas está virtualmente classificado. Com as voltas de Firmino e Maicon, mais a possibilidade de ter Fernandes no banco, o Figueira precisa reeditar as últimas atuações no Scarpelli, vencer o Criciúma e ver o que acontece.

Como de costume, uma amarelada avaiana em Blumenau, contra o Metrô, não está descartada e aí é só vencer o Tigre para terminar o returno na liderança.
Notas Alvinegras

* O registro deve ser feito. Contra a Chapecoense, o Figueira conseguiu terminar um jogo fora de casa sem sofrer gol pela primeira vez no campeonato.

* Contando com a vitória por 5 a 0 sobre o Juventus na partida anterior, é a primeira vez que o Figueira fica dois jogos seguidos sem sofrer gol.

* As limitações do adversário sozinhas não explicam o fato do Alvinegro não sofrer gol. Fora de casa, o time tomou gol até do Juventus,na vitória por 4 a 1 no primeiro turno em Jaraguá do Sul.

* Pode-se lamentar o rebaixamento da Chapecoense, mas um time que chega na última rodada cinco pontos atrás da fraquíssima equipe do Brusque não pode reclamar da sorte.

* Aliás, projetos de gestão de time de futebol que tem poder dividido com o gabinete do prefeito sempre correm o risco de degringolar de uma hora para outra, por conta de ingerências que deixam o profissionalismo de lado. Quem acompanha mais de perto pode falar melhor sobre o que aconteceu em Chapecó.

* Espera-se agora que a conversa fiada de aumentar o número de clubes de 10 para 12 alimentada pelo presidente da Havan, morra na casca, já que o Brusque escapou da degola.

Por Ney Pacheco.

A cereja da pizza catarinense

sábado, abril 3rd, 2010

Depois do carnaval que vimos na mídia local sobre os acontecimentos do clássico, o tempero final da pizza veio com a denúncia apresentada pelo procurador Robson Vieira ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).

Sim, porque depois ver gente na mídia minimizando a confusão cometida por jogadores, dirigentes e torcedores do Avaí – “foi bomba, não foguete”, “tadinho, ele já se arrependeu, até chorou na frente do delegado”, “a culpa de tudo foi da péssima arbitragem” –; de ver o mise en scène das notas oficiais e da denúncia apresentada pelo time do Sul da Ilha ao TJD, o rolo todo só podia ser coroado por um relatório que teve o “requinte” de indiciar Jeovânio pelo foi escrito em coluna de jornal e em blog da internet.

Este blog concorda então com a afirmação do diretor jurídico do Figueirense, Rodrigo Titericz, que disse que “as denúncias contra Jeovânio foram decorrentes de uma situação criada para diminuir a culpabilidade dos atletas e treinador do Avaí” (leia mais aqui e aqui).

E não só a denúncia contra Jeovânio, mas outra, difusa, contra o Figueirense, por ter participado “de rixa, conflito ou tumulto, durante a partida, prova ou equivalente”, cuja punição prevê uma multa de 20 mil reais caso não seja possível identificar os atletas, integrantes da comissão técnica ou dirigentes que tenham tomado parte da “rixa, conflito ou tumulto”.

A denúncia é, portanto, a “cereja da pizza” porque a lógica é a apontada por Titericz. Distribui a ameaça para todos os lados e depois faz um “acordão” para livrar a cara de todo mundo e fatiar a pizza alegramente.

Só que a estratégia só serve para livrar a cara do time do Sul da Ilha. Quem promoveu toda a confusão foram os avaianos, seus jogadores, dirigentes, sua comissão técnica, e até seus gandulas, que são, inclusive, reincidentes.

A denúncia contra Jeovânio é estapafúrdia. Não se pode pautar uma denúncia num tribunal desportivo pelo que escreveram os jornalistas, por mais fiéis aos fatos que eles sejam. Se fosse um vídeo, tudo bem, mas diz-que-diz? Tem que haver algo mais contundente que isso para condenar alguém. E pelo que sei ou é súmula ou imagem de vídeo.

Se a moda pega, o Figueira faz nove jogos fora de casa, no mínimo, no campeonato estadual e em cada um deles alguém da imprensa local pode dizer que um jogador alvinegro fez gestos obscenos para alguém. No final do segundo turno, quase todo o time titular vai estar suspenso.

O jogo em Chapecó

É dificíl avaliar como a Chapecoense vai reagir à traulitada que tomou no Mineirão. Um ano que começou com muito otimista, com um time apontado como um dos candidatos ao título, inclusive por este blogueiro, pode acabar com um inesperado rebaixamento à segunda divisão neste domingo.

O Figueirense, por sua vez, também tem problemas. Uma semana que começou otimista, apontando para um time com mais opções com a condição de jogo de atletas importantes como Bilu, Fernandes e Marcelo Nicácio, se aproxima do dia do jogo com desfalques.

Jeovânio segue de fora, o que já era esperado. Fernandes não foi relacionado para o jogo. Marcelo Nicácio torceu o tornozelo e não viaja. Maicon sentiu o joelho e também está fora. E ainda há a suspensão de Roberto Firmino. O meio-campo, que tem sido o ponto forte do Figueira, vai estar então muito mexido.

Vai ser um jogo tenso. A Chapecoense vai ter que sair para o jogo e o Figueira, que não tem primado por um bom sistema defensivo, vai ter que saber como se livrar da pressão e explorar os espaços que o time do Oeste pode oferecer.

Por Ney Pacheco.

Figueirense pode rebaixar mais um

quinta-feira, abril 1st, 2010

A vitória do Brusque sobre o Criciúma por 2 a 0 na noite desta segunda-feira botou mais pressão sobre a Chapecoense para o jogo contra o Figueira no próximo domingo. Isso porque se o time do Oeste perder para o Alvinegro estará definitivamente rebaixado para segunda divisão de Santa Catarina.

Com a vitória, o Brusque manteve três pontos de vantagem sobre a Chapecoense (17 a 14), mas tem duas vitórias a mais (5 a 3). Assim, se os dois chegarem à última rodada com três pontos os separando, o time do Vale do Itajaí leva vantagem no primeiro critério de desempate, justamente o número de vitórias.

O resultado desta segunda-feira também serviu para deixar o Criciúma ainda na alça de mira do rebaixamento. O Tigre tem 20 pontos, contra 17 do Brusque e 14 da Chapecoense. Precisa, portanto, de um ponto em seus dois últimos jogos – Imbituba, em casa, e Figueira, fora – para afastar qualquer risco de queda.

Poderemos ter uma coincidência curiosa. O Figueirense foi responsável pelo rebaixamento matemático do Juventus, ao goleá-lo por 5 a 0 no último sábado. Se vencer a Chapecoense, vai rebaixar o Verdão do Oeste. Se perder em Chapecó e bater o Tigre no Scarpelli na próxima quarta-feira pode ainda ser responsável pela queda do Criciúma, desde que o time do carvão perca antes para o Imbituba.

Por enquanto, o Figueira tem que se preocupar com o jogo em Chapecó. O time vai ter que saber lidar com a pressão que o time da casa vai fazer. Também vai precisar saber explorar o nervosismo chapecoense, além do desgaste causado pela viagem e a partida em Belo Horizonte na quinta-feira. Por fim, vai ter que dar um jeito de se defender melhor nas bolas aéreas, o grande ponto falho do Figueira desde o início do campeonato.
Notas alvinegras

* Marcelo Nicácio foi finalmente apresentado como jogador do Figueirense. Sua contratação contrariou tudo que se costuma fazer nas negociações no futebol. De qualquer forma, pelo que já fez em outros times da série B, é inegavelmente um bom reforço para a temporada.

* A denúncia avaiana do trio de arbitragem do Clássico no TJD é risível. O time do Sul da Ilha resolveu combater fogo com fogo, depois de Luiz Orlando relatar corretamente a truculência toda que ocorreu no final do jogo. O que o Avaí pretende? Trocar uma acusação por outra, num inusitado toma-lá-dá-cá jurídico?

* Vendo a partida desta segunda-feira, só pude confirmar a impressão que tive ao assistir outros jogos do Criciúma. Tecnicamente, é o pior time do Tigre nos últimos 20 anos, no mínimo. A equipe é de uma tosquice sem tamanho com a bola no pé. Se não se tratasse do Criciúma, eu até sentiria pena…

Por Ney Pacheco.

Teste para o Figueira jogar sério e vencer

sábado, março 27th, 2010

O Figueira é franco favorito contra o Juventus na noite deste sábado no estádio Orlando Scarpelli. Tem, no entanto, que comprovar a superioridade em campo. É jogo para vencer e bem, mas para isso tem que começar o jogo ligado, resolver a parada logo e não dar sopa para o azar.

Jeovânio está fora, com outra contusão muscular. É uma pena, porque o capitão alvinegro vinha, aos poucos, recuperando seu futebol. Para este blogueiro, esta seria a única dúvida na escalação. No lugar de Jeovânio poderia entrar Ygor ou Coutinho.

Além de um deles, o meio-campo deveria ser formado por Juninho, Maicon e Firmino. É o que o se tem de melhor no momento, já que Bilu e Fernandes não foram relacionados para a partida.

Esse trio tem jogado bem, principalmente nas partidas em casa e num jogo em que o Figueira deve pegar um adversário absolutamente retrancado não há sentido em jogar com dois volantes marcadores.

Confirmando a vitória, o Figueira assume provisoriamente a liderança do returno e transfere a responsabilidade para os adversários que jogam no domingo.

Apesar do mau tempo e do horário extravagante, o preço do ingresso foi reduzido, a fase é boa, o time está em ascensão e o astral melhorou depois do dia 22. Ir ao Scarpelli e dar aquela força ao Figueirense é, portanto, uma boa pedida. Estamos entrando na reta final e é hora da torcida alvinegra comprovar a sua força.
Notas alvinegras

* Marcelo Nicácio saiu no BID ontem e pode jogar o campeonato estadual. Antes, na quarta-feira, Jean Deretti, uma das maiores promessas da base alvinegra, também saiu no BID, mas registrado na Tombense. O distrato saiu caro.

* E a turma do Sul da Ilha simplesmente sumiu com o trófeu que seria do Figueirense. É a mais pura várzea.

* O time azulejento é realmente peculiar. Na quinta-feira, divulgaram uma nota para divulgar que iam divulgar uma nota. Na sexta, veio a nota. Um traque.

* Nos bastidores e na mídia, no entanto, partiram para ofensiva. Querem aposentar Luiz Orlando, dar um gancho para o Jeovânio, um cidadão se apresentou como responsável pela bomba e todo aquele circo. É bom ficar de olho.

* Na mídia também tem gente perdendo a compostura. Roberto Alves diz que a culpa de tudo foi de Luiz Orlando de Souza. Cacau Menezes garante que se o Avaí for punido pelo que o árbitro relatou corretamente na súmula, o juiz vai ter que mudar de cidade. É preciso ter cuidado com esse tipo de ameaça. Ainda mais partindo de um profissional da imprensa.

* Se o chororô continuar descontrolado desse jeito é melhor parar o campeonato e entregar a taça pra turma do Sul da Ilha. Se não, sabe-se lá o que vai acontecer.

Figueira e Avaí duelam pelo catarinense

quarta-feira, março 24th, 2010

O primeiro Clássico que eu lembro de ter visto na Ressacada foi um 3 a 0 para o Figueirense pelo quadrangular final do campeonato estadual de 1984, com três gols de Airton, um centroavante grandalhão e tosco que era reserva do ótimo Guilherme (Macuglia).

De lá para cá, a supremacia alvinegra nos Clássicos se reafirmou. Na Ressacada então nem se fala. Desde a inauguração do estádio avaiano, em 1983, é o Figueirense que manda no pedaço.

Deixando de lado jogo com o time B pela Copa SC presenciado por duas ou três centenas de testemunhas, o Figueira não perde no moquifo do mangue desde 2006, quando ainda era comandado por Adilson Batista.

Foi um 3 a 2 em que o Figueira ficou com um a menos depois da expulsão de Henrique no começo do segundo tempo e o Avaí chegou a abrir 3 a 0. O Furacão Alvinegro diminuiu para 3 a 2 e deu um sufoco no fim.

Depois disso teve o Clássico do Ramon, em 2007, com aquele gol no finzinho que eliminou o Avaí do campeonato e foi narrado em ritmo de marcha fúnebre por uma rádio da cidade.

Em 2008, foi a vez dos 3 a 0, em que até Alexandre Pedalada fez gol e o Zuzu mandou desligar os refletores assim que a bola estufou as redes pela última vez.

No ano passado, o resultado ficou no um a um, com o time deles correndo atrás do empate, alcançado com um gol em impedimento.

Fica evidente que o estádio do Sul da Ilha é um lugar onde o Figueira gosta de jogar e a torcida alvinegra gosta de fazer festa. É o nosso playground predileto.

O que o time alvinegro precisa fazer hoje é aliar a velha mística, a velha tradição das grandes exibições e grandes vitórias na Ressacada, com a personalidade e o belo futebol dos jogos recentes no Scarpelli. Aí vai ser festa outra vez, como de costume.

Pra cima, Figueira.

Tua glória é lutar.

P.S. Um dia como hoje não pode passar sem uma menção honrosa à administração séria e competente da Federação Catarinense de Futebol que consegue marcar os dois clássicos, ou seja, os dois jogos mais importantes e rentáveis do campeonato, para dias de semana à noite. Os gênios da FCF, secundados pelas diretorias dos dois clubes, não conseguem nem consultar a “folhinha” na hora de de montar a tabela.

Por Ney Figueira.

Figueira vence e se isola na vice-liderança

domingo, março 21st, 2010

É preciso dar o mérito ao técnico Márcio Goiano. Assim como ocorria em seus tempos de zagueiro e capitão do Furacão Alvinegro, quem manda no estádio Orlando Scarpelli é o Figueirense.

É preciso dar ainda outro mérito ao treinador. Mesmo com lacunas no time titular e mais ainda nas opções de banco, ele está conseguindo fazer o time jogar muito bem quando se apresenta em seus domínios.

Para quem viajou de Goiânia a Florianópolis no final do ano sem saber direito se ia ser técnico ou gerente e acabou virando auxiliar técnico, Goiano está fazendo um belo trabalho desde que assumiu o comando da equipe.

Assim, a vitória por 3 a 0 sobre o Metropolitano neste sábado foi apenas reflexo do bom futebol bem apresentado em campo. Aliás, o futebol merecia um resultado bem mais elástico do que o placar final.

O Figueirense foi soberano durante o jogo todo e, contra um Metropolitano absolutamente tímido e encolhido, foi empilhando oportunidades de gol até o abril o placar com Maicon aos 20 minutos do 2º tempo.

Foram, no mínimo, uma dezena de chances claras de gol, algumas desperdiçadas por precipitação ou falta de qualidade na finalização e a maioria evitada por obra da grande exibição do goleiro João Paulo.

Quando finalmente abriu o placar, a ansiedade que podia virar desespero se dissipou e mesmo mais cuidadoso na defesa, o Figueirense criou várias outras chances até fechar o placar em 3 a 0.

O resultado garantiu o 2º lugar isolado para o Figueirense e reforça o bom astral para o clássico. Agora é pensar no velho freguês.

Notas Alvinegras

* Roberto Roberval Davino tem um problema sério como treinador. Quando ele se convence que o seu time é inferior ao adversário, parece aceitar antecipadamente a derrota. O Metropolitano se limitou a ficar encolhido na defesa, torcendo pura e simplesmente que os milagres do goleiro não acabassem ou que o Figueirense não conseguisse acertar as redes.

* Quando dirigiu o Figueirense nas primeiras rodadas da Série A de 2002, no retorno alvinegro à primeira divisão, também foi assim. Foram cinco jogos, cinco derrotas, nenhum gol marcado e um futebol horroroso. Bem diferente do que o time jogou sob o comando do mesmo Davino na conquista do campeonato estadual daquele ano.

* João Filipe tomou o terceiro amarelo e está fora do Clássico. Improvisar Ygor é a única opção que Márcio Goiano tem.

* Mesmo com a queima de estoque, o público ficou abaixo do esperado. A nova direção do clube vai ter que trabalhar muito para reconquistar a confiança do torcedor e fazê-lo voltar ao estádio.

Por Ney Pacheco.

Complicações e contradições do Figueira

quinta-feira, março 18th, 2010

- A situação financeira do Figueirense não é boa e jogadores como Joilson, Jonatas e Marcelo Nicácio não se encaixam no orçamento atual do clube. Foi uma das informações repassadas na reunião do comitê de transição com torcedores na noite desta quarta-feira, no estádio Orlando Scarpelli.

- Robertinho já é jogador da Tombense/Eduardo Uram. Seu nome saiu no BID da CBF (clique aqui) de segunda-feira. Comenta-se que esse nem volta.

- Enquanto isso, até agora Maicon Talheti não fez o caminho de volta da Tombense para o Figueira.

- Ontem o presidente interino, Carlos Aragão, assinou a liberação do último jogador do pacote de oito repassados a Eduardo Uram. Pode ser Jean Deretti. Confirmaremos quando sair no BID.

- Edson Silva voltou a afirmar que não vai assumir cargo algum no Figueira e a empresa que está viabilizando é para reunir os investidores que vão bancar a construção do novo estádio e de todo o complexo comercial no entorno. A empresa não vai ter nada com a gestão do futebol do clube.

- O novo homem do marketing alvinegro também participou da reunião e deu suas primeiras opiniões. Leia mais no Meu Figueira.

- Representantes do São Paulo visitam o Scarpelli nesta quinta-feira pra discutir formas de cooperação com o Figueira. Na pauta, pode entrar também o empréstimo de um ou dois jogadores já para a reta final do campeonato catarinense.

- Às vezes, o tempo opera mudanças extraordinárias. Para fazer promoção de ingresso antes era um parto, cheio de regras para amarrar os preços menores – nem tão menores assim – aos sócios. Agora se fez uma autêntica queima de estoque.

- Antes certas figuras carimbadas da mídia esportiva de Floripa eram execradas dentro do Scarpelli. Até reunião com blogs foi feita pra pedir que estes batessem forte em certos veículos de comunicação. Agora as figuras e os veículos são agraciados diariamente com salamaleques diversos e informações em primeira mão.

- Aliás, o final da gestão me fez lembrar do Baile da Ilha Fiscal. Transferências na calada da noite, aumentos de salários, ingressos a preço de banana, jantar para 300, 15 mil exemplares de revistas. A conta fica pra República pagar. Nunca vi tanta pirracinha feita só para atrapalhar a vida de quem vai assumir. Nunca vi gente queimar o próprio filme de maneira tão infantil.

- É tudo muito lamentável, mas o Figueira vai sobreviver.

Por Ney Pacheco.

A dura realidade do Figueirense

segunda-feira, março 15th, 2010

O time consegue alguns bons resultados, joga um futebol melhor e a gente já se anima, começa a ter esperança de que a equipe iria mais longe do que se imaginava.

Só que uma coisa chatíssima conhecida como realidade vem nos lembrar que não vai ser fácil dar jeito no time que o Figueirense tem no momento.

O que o Atlético de Ibirama fez ontem para vencer o Figueirense por 2 a 0? Não cometeu erros bisonhos. Simplesmente isso. Não errou passes na saída da defesa, não jogou a bola na fogueira para o companheiro dentro de sua própria área, não deu gol de presente para o adversário.

O Figueirense fez tudo isso. E por isso perdeu o jogo. E não foi a primeira vez no campeonato. O time erra demais e aí você pode culpar o desentrosamento, a ansiedade, a falta de experiência, problemas de posicionamento, só que chega uma hora que fica evidente que a razão maior é a falta de qualidade técnica de algumas peças.

Aí não se sabe o que poderá ser feito até o fim das inscrições para o estadual, em 27 de março. Especulam que Marcelo Nicácio pode assinar contrato, Joilson e Jonatas podem chegar. Seriam reforços significativos, mas também precisa de gente para a zaga.

De qualquer forma, o negócio é continuar ganhando em casa para assegurar a classificação entre os quatro primeiros.

Como a semifinal e a final do returno acontecem num jogo só, tudo pode acontecer, até um gol aos 48 do segundo tempo…

Por Ney Pacheco.

E o novo estádio do Figueira?

sexta-feira, março 12th, 2010

Todos os golpes recentes perpetrados pela Participações deixaram o torcedor alvinegro reticente sobre promessas e projetos para o futuro. Percebe-se isso pelos comentários no post publicado pelo Meu Figueira sobre o novo estádio Orlando Scarpelli.

Nada mais justo. Muitos dos que estão agora patrocinando barbaridades contra o Figueirense, até ontem juravam amor eterno ao clube. Eram movidos pela paixão, pelo desinteresse e pela abnegação.

Escaldado, agora o torcedor justificadamente desconfia de palavras bonitas, de declarações de amor e de projetos futuros. A nova gestão vai ter que reconquistar, na prática, no dia-a-dia, o crédito da torcida.

Se, porém, a nova gestão mostrar a partir do dia 22 de março que está mudando o clube, que vai pôr em prática o que anunciou, logo terá o torcedor de volta ao seu lado. E aí, meu amigo, sai da frente, porque quando o Figueira está unido, é difícil segurar.

Notas alvinegras

* Atualmente, o Figueirense tem 8.600 sócios. De 2005 para cá, cerca de 7 mil torcedores deixaram de ser sócios. É preciso recuperar a confiança destes torcedores para fortalecer o clube.

* No meio desta confusão toda, faltou espaço para boas notícias. Mas elas existem. O Edinho, leitor assíduo deste espaço e torcedor apaixonado do Figueira, criou seu blog. É o Alvinegro do Roçado. Vale a visita.

* No espaço de uma semana, virei terrorista, leviano, “bloguista” vaidoso e ameaçado de processo. O que está aparecendo de canalha, covarde, sem caráter é de se lamentar. Minhas posições são claras. Meu nome está, inclusive, no endereço do blog. Não me escondo e assumo o que escrevo.

Por Ney Pacheco.

Figueira faz sua melhor partida do ano

segunda-feira, março 8th, 2010

Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Figueirense mandou no jogo na segunda etapa, venceu o Joinville, campeão do turno, por 3 a 0 no estádio Orlando Scarpelli na tarde deste sábado e tornou-se líder provisório do returno do campeonato catarinense.

Foi a melhor exibição do Furacão Alvinegro em 2010. No primeiro tempo, a partida foi aberta e equilibrada. O Figueira tomava mais a iniciativa, mas as duas equipes procuravam o gol. Só que nenhuma delas conseguiu criar alguma chance clara de abrir o placar antes do intervalo.

O quadro continuou o mesmo até Roberto Firmino marcar aos 12 minutos do segundo tempo, depois de belo passe de William. A partir daí, o Figueirense mandou no jogo, fazendo o segundo e o terceiro com naturalidade.

Depois de fazer 3 a 0 e de ficar com um a mais em campo com a expulsão do zagueiro Renato Santos, o Figueirense pisou no freio e simplesmente tocou a bola. Mesmo assim, teve duas chances claríssimas no final da partida, desperdiçadas por Marquinho e Jeovânio.

O resultado, no entanto, ficou de bom tamanho. Márcio Goiano vai provando que um bom técnico consegue extrair o máximo de seus jogadores e alguns deles vão se firmando como destaques da equipe, como William, Lucas e Roberto Firmino.

No domingo, a tarefa do torcedor alvinegro é secar o rival azulino da cidade, que joga em Chapecó, e, na segunda-feira, secar o Metropolitano, que vai a Criciúma. Empates nestes confrontos mantém o Figueira na liderança, pelo saldo de gols.

O Figueirense só volta a campo no próximo domingo, dia 14, quando enfrenta o Atlético, em Ibirama, às 17 horas.

É para elogiar

- A melhora no desempenho de Jeovânio, que fez sua melhor partida desde o retorno ao Figueira, no meio do ano passado. Cobriu as alas, roubou bolas no meio, desarmou, saiu jogando com tranquilidade e quase faz um gol no fim. Coincidência ou não, o melhor jogo de Jeovânio foi o primeiro em que o Figueira não toma gols no campeonato.

- Mesmo ainda falhando em algumas bolas altas, o sistema defensivo se comportou melhor, foi bem pelo chão e anulou o centroavante Lima. Os dois zagueiros e até mesmo o criticado Coutinho fizeram bom jogo.

- Outra vez, Roberto Firmino e Lucas foram os melhores em campo. O lateral já havia mostrado qualidade no começo da série B do ano passado, mas ainda desperdiçava muitos lances. Nos últimos jogos, no entanto, Lucas tem sido muito mais efetivo e infernizado as defesas adversários.

- Já Roberto Firmino deu mais um passo em sua afirmação como uma das grandes revelações alvinegras. Fez dois belos gols, grandes jogadas e mostrou todo o seu atrevimento. Às vezes, enfeita muito sem necessidade, mas são coisas da juventude que a sequência de jogos ajusta.

É para lamentar

- O público pequeno diante da importância do jogo. O mau tempo explica em parte, mas a torcida alvinegra parece ter adotado a estratégia de “esperar pra ver” o que acontece tanto dentro como fora de campo antes de voltar em peso ao estádio.

- A torcida organizada União Tricolor chegou atrasada, quase no fim do primeiro tempo e nem viu o segundo. A PM fez uma revista e encontrou uma pistola calibre 380 no ônibus que trouxe a torcida. Como ninguém assumiu a propriedade da arma, foi todo mundo parar na delegacia. Quem anda armado por aí não deve frequentar estádio de futebol nem outro lugar qualquer.

- O péssimo futebol de Douglas, que sumiu de vez depois de ser advertido por Márcio Goiano depois de errar mais uma vez. Mesmo com as limitações do time alvinegro, Douglas está destoando. Ainda mais quando não consegue estar nem perto do futebol que William, Lucas e Roberto Firmino jogaram na quarta-feira contra o Brusque e hoje contra o JEC.

- O fato de a Federação Catarinense de Futebol insistir em escalar árbitros como João Fernando da Silva em jogos da importância e peso de um Figueirense e Joinville. Não interferiu no resultado, mas a partida terminou sem problemas porque os dois times se preocuparam só em jogar futebol. O juizão não tem critérios para marcar faltas ou para distribuir cartões. Ou melhor, na hora de dar cartão é sempre econômico. É fraco demais e já está aí há muito tempo para ir além disso.

Boato

Um boato correu pelas arquibancadas do Scarpelli hoje, dando conta de que Wilson estaria indo para o Vasco. Não procede a informação. Quem rebate é o próprio Wilson, pelo twitter (@Wilsonrmj). Confira o que nosso goleiro escreveu:

“Só para esclarecer esses boatos de que eu estaria de saída do Figueirense, não tem nada de verdade nisso, fiquei chateado de ver uns…”
“comentários duvidando da minha lesão. Para os desavisados tenho uma lesão no Oblíquo interno (músculo lateral do abdomem) que é muito…”
“exigido principalmente na minha posição e não apenas dor lombar como falaram, mas ja estou me recuperando e espero voltar o mais rápido…”
“possível. Tendo esclarecido isso, agradeço a todos que torcem por mim e espero em breve estar voltando aos treinamentos. Abraço“.

Figueirense 3 x 0 Joinville
Local: Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC).
Data: 06/03/2010 (sábado).
Horário: 17 horas
Arbitragem: João Fernando da Silva, auxiliado por Claudemir Maffessoni e Maíra Americano Labes.
Público: 4.812 (pagantes), 5.089 (total).
Renda: R$ 30.625,00
Cartões vermelhos: Renato Santos (Joinville).
Cartões amarelos: Lacerda, Renato Santos, Rafael Tesser, Leandro Costa (Joinville); Coutinho, Marcinho (Figueirense).
Gols: Roberto Firmino, aos 12’/2º tempo e aos 27’/2º tempo, Lucas, aos 23’/2º tempo (Figueirense).

Figueirense
Moreno; Lucas, Roger Carvalho, João Filipe e João Paulo; Jeovânio, Coutinho, Juninho (Marcinho) e Roberto Firmino; Willian (Marquinho) e Douglas (Jean Carioca).
Técnico: Márcio Goiano.

Joinville
André; Tesser, Renato Santos, Lacerda e Eduardo; Carlinhos Santos (César Prates), Paulinho Dias, Ricardinho e Leandro Costa, Lima (Daniel) e Cris (Elton).
Técnico: Sergio Ramirez.

Por Ney Pacheco.

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