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Empate com sabor de derrota para o Figueira

quarta-feira, maio 27th, 2009

O Figueira desperdiçou dois pontos ao ceder o empate ao Ceará nesta terça-feira, no Castelão, depois de abrir uma vantagem de 2 a 0 no placar.

O time mostrou uma grande eficiência ofensiva, mas foi pressionado pelo Ceará o jogo inteiro. Enquanto o adversário não conseguia acertar o gol, tudo bem. No segundo tempo, quando foi para o tudo ou nada e o meia Geraldo resolveu jogar futebol, o Vovô chegou ao empate e por pouco não saiu com a vitória.

O Furacão Alvinegro voltou a mostrar um problema que é crônico desde o ano passado, mesmo mudando jogadores e treinador: a falta de posse de bola. É muito chutão, muita bola esticada. Quando a bola cai nos pés de Lucas e Rafael Coelho sai coisa boa. A questão é a bola chegar para eles.

Ao final da partida, Roberto Fernandes disse, em entrevista à Sportv, que o time devia ter segurado mais a bola e que não fez isso por conta da inexperiência da maioria dos jogadores. Não foi só isso. O técnico também não colaborou para que isso acontecesse.

A formação inicial, com três zagueiros e um meio-campo formado por Luciano Totó, Roger e Alê não teve tempo de ser avaliada, pois Totó torceu o tornozelo e precisou ser substituído antes dos 10 minutos do primeiro tempo.

Aí, Roberto Fernandes resolveu surpreender, trocando o volante pelo atacante Clodoaldo. Logo depois, aos 13 minutos, o Figueira fez um a zero, com Roger, de cabeça, depois de ótimo cruzamento de Lucas.

Só que o Furacão Alvinegro não tinha ninguém para prender a bola e cadenciar o jogo. Schwenck voltou para dar combate, fechar o meio e funcionar como armador (!!!???). Clodoaldo não acrescentou absolutamente nada. Até porque não houve bola trabalhada para ele e não é o jogador indicado para se jogar no contra-ataque.

Assim, o Ceará tinha a bola e prosseguia martelando. Quando o Figueirense botou a bola no chão e fez um a zero. No segundo tempo, o panorama não mudou. Bola com o Ceará quase o tempo todo e o Figueira rifando a pelota. Quando a botou no chão, numa belíssima arrancada de João Felipe, chegou ao segundo gol.

Era o momento de tirar um atacante e ter mais gente no meio, para prender a bola e trabalhar com mais qualidade no contra-ataque. No banco, Fernandes tinha Kássio, Pedrinho e Paulinho. Podia ter escolhido qualquer um deles, mas demorou, demorou, demorou e só depois de levar o empate resolveu fazer a troca.

Só que ai outra surpresa, manteve os três atacantes e botou Paulinho no lugar de Alê. Depois tirou o esgotado Anderson Pico para a entrada de Juninho, já que o Ceará fazia a festa por aquele lado.

Por pouco o Figueira não deixa escapar mais um ponto. Em grande parte pela teimosia do seu técnico, que insistiu em não reparar o erro cometido na primeira substituição. E aí não dá para jogar a responsabilidade nos garotos. Os garotos Rafael Lima, Lucas, João Filipe e Rafael Coelho foram os melhores do time. O esquema de jogo é que precisa ser ajustado para o time render melhor e não desperdiçar pontos como ocorreu nesta terça-feira.

O empate foi um mau resultado pelas circunstâncias. O Ceará é um time com alguns bons jogadores do meio para frente como Geraldo, Wellington Amorim e o autor dos gols, Preto. Mais ajustado, jogando num campo de dimensões enormes, com a grama na altura do tornozelo, enlameada e cheia de buracos, pode tirar pontos de muita gente. Desta vez, no entanto, o Figueira facilitou a tarefa do adversário.

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.  continue lendo aqui.

Figueira reforça time – Furacão Alvinegro

quinta-feira, maio 14th, 2009

A terça-feira foi movimentada no Scarpelli e o Figueira apresentou um reforço e confirmou a contratação de mais dois. O atacante Clodoaldo chegou a Floripa e o clube fechou com os volantes Paulinho, do Internacional, e Luciano Totó, do Atlético-GO.

Aos poucos o Furacão Alvinegro vai dando mais opções para o técnico Roberto Fernandes. Ainda pode haver carências a sanar, como na meia e na zaga, mas é também preciso observar a evolução de Pedrinho e Fernandes, além do comportamento dos defensores, setor reforçado com a chegada de João Felipe e Toninho.

É correto supor que algum volante, ou alguns, seja liberado. O elenco vai ter a partir de agora Roger, Alê, Carlinhos, Rômulo, Schmoller, Luciano Totó e Paulinho. Sem contar o garoto Sidnei que voltou de empréstimo ao São Bento-SP e também joga por ali.

Também vai ser interessante ver como Roberto Fernandes vai armar o time. O técnico já afirmou mais de uma vez que prefere posicionar o time numa espécie de 4-2-2-2, com dois volantes e dois meias. Com todo mundo nas pontas dos cascos, Pedrinho e Fernandes teriam vaga no time. Não ficaria uma formação muita aberta, muito faceira, um futebol alegre demais para a série B?

Uma alternativa seria então fixar um volante mais pegador, como Paulinho, Totó, Rômulo ou Carlinhos, auxiliado por dois volantes de mais qualidade na saída de bola como Roger e Alê, jogando com só um meia. Roger e Alê têm qualidade para chegar à frente e auxiliar o ataque, mas são bons marcadores, apesar deste blogueiro não vê-los como cabeças-de-área clássicos, daqueles que não perdem viagem e que quando recuperam a bola entregam para quem estiver mais perto.

Rômulo se contundiu antes da chegada de Roberto Fernandes. Antes, estranhamente, Pintado liberava o jogador mais para o apoio e deixava Roger mais preso. Sempre pensei que o melhor era o contrário.

No ataque, a chegada de Clodoaldo soma uma virtude mais trombadora ao setor. Com ele, Rafael Coelho pode jogar mais pelos lados do campo, além de entrar pela diagonal. O time também ganha força na bola área.

O bom é que o elenco começa a ficar mais encorpado e isso é fundamental num campeonato de sete meses e 38 rodadas. Os cinco cartões amarelos distribuídos generosamente pelo árbitro a jogadores alvinegros na partida contra o Ipatinga comprovam que para garantir o acesso serão precisos bem mais do que 11 bons jogadores.

De Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.