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Fernandes e Nicácio: dúvidas para domingo

sexta-feira, abril 9th, 2010

O Figueira tem algumas boas perguntas a responder no jogo decisivo de domingo, contra o Joinville.

A primeira delas é se vale a pena utilizar jogadores de qualidade mas vindos de um longo afastamento por contusão.

É o caso de Marcelo Nicácio e Fernandes, que ainda não jogaram nos quatro meses deste ano, mas, inegavelmente, seriam ótimas opções para a partida contra o JEC.

Jeovânio também retorna, mas sua ausência foi bem mais curta e assim outra questão surge. O Figueira deve reforçar a marcação no meio campo?

Apesar do banho de bola que levou no segundo tempo daqueles 3 a 0 na terceira rodada do returno no Scarpelli, o Joinville é um time bem melhor do que o Criciúma.

Vale a pena reforçar a marcação com Jeovânio e Ygor, por exemplo, ou só escalar um dos dois, completando o setor com Bilu, Juninho e Roberto Firmino, já que Maicon está suspenso pelo terceiro cartão amarelo?

Naquela vitória por 3 a 0, o Figueirense entrou em campo com Jeovânio, Coutinho, Juninho e Roberto Firmino. Maicon também estava suspenso. No segundo tempo, com a vantagem estabelecida no placar, Marcinho entrou na vaga de Juninho.

Por outro lado, é certo também que a formação com melhor rendimento contou com Jeovanio na proteção da zaga, Maicon, Juninho e Roberto. Seria simplesmente então só trocar Maicon por Bilu e promover a volta de Jeovânio?

Na opinião deste blogueiro, sim. O melhor é contar o com Jeovânio, Bilu, Juninho e Firmino no meio-campo e partir para cima do JEC. No balanço de suas virtudes e defeitos, não será jogando defensivamente que o Figueira irá ganhar o campeonato.

A escalação tem que potencializar as suas virtudes, até para minimizar os seus defeitos. Ficar tomando pressão, encaixotado em seu campo, aumenta o risco dos erros defensivos surgirem.

Valorizar a posse de bola, adiantar a marcação para o campo do adversário e tocar bola com fluência e velocidade , além de ser o melhor jeito de fazer gol, também é uma boa forma de evitar a pressão do adversário.

Já sobre Nicácio e Fernandes, minha opinião é que se estão 100% bem fisicamente, são ótimas opções para o banco de reservas. A ausência prolongada pode prejudicá-los para começar como titulares, ainda mais no momento mais quente do campeonato, mas a qualidade técnica e a experiência dos dois pode ser muito importante na hora de decidir.

O debate, no entanto, está aberto. Qual sua opinião?

Por Ney Pacheco.

Fernandes, 300 jogos pelo Figueirense

sexta-feira, outubro 9th, 2009

Dos 19 jogos que o Figueira disputou no estádio Orlando Scarpelli na vitoriosa campanha do título estadual de 1999, por um sério problema familiar só não fui a um: a vitória por 3 a 1 sobre a Kindermann, de Caçador, no dia 23 de março.

Não vou, no entanto, afirmar que lembro exatamente da estréia de Fernandes no Scarpelli (quartas-de-final do returno, 2 a 1 no Joinville no tempo normal e 1 a 1 na prorrogação, em 27 de junho).

Lembro sim que Fernandes começou a se firmar nestes jogos de mata-mata do segundo turno, quando o Furacão Alvinegro disputou e perdeu a decisão para o Criciúma – o Figueira já havia vencido o 1º turno.

Lembro que ele começou a mostrar sua qualidade e foi assumindo importância cada vez maior para o time, culminando com o belo gol de empate marcado nas semifinais contra o Joinville no Scarpelli (1 a 1 em 18 de julho) que garantiu a vaga na decisão contra o Avaí, depois da vitória por 1 a 0 no Ernestão na primeira partida.fernandes_gol_PA

Lembro ainda que o carniceiro volante avaiano Régis deu uma pegada que tirou Fernandes da primeira partida da decisão do campeonato, na Ressacada e do segundo jogo, além de iniciar seu primeiro grande drama. Um problema sério no ombro, que saía do lugar (ou algo parecido) pelo impacto causado por quedas violentas. O grande craque só conseguiu superar este problema grave ao fazer uma cirurgia em 2001.

Em 1999, ano que começou o período mais glorioso e vencedor de sua história, o Figueirense montou um elenco experiente para brigar pelo título estadual. Foram contratados jogadores como Sílvio e Maurício para o gol, Carlinhos, Polaco e Alexandre Rosa para a zaga; Edinho, Pedro Aruba e Denys para as laterais; Valdeir, Perivaldo e Daniel Frasson para a cabeça de área; Genilson, Aldrovani, Gilson Cabeção, Claudiomir e Toninho para o ataque. O jovem e desconhecido Fernandes chegou com o campeonato em andamento.

A meia, porém, se revelou uma posição problemática. A equipe começou o campeonato com Fabinho Fontes, revelado pela base do Corinthians, mas logo ele foi dispensado por indisciplina. Os outros meias contratados foram Zé Renato, ex-Santos, e Júlio Cesar, o Imperador, campeão brasileiro pelo Flamengo em 1992. Só que nenhum deles conseguia apresentar um futebol regular e assim Fernandes foi ganhando espaço e importância.

Importância que aumentou ao longo do tempo. Durante esses 10 anos, Fernandes saiu, voltou, teve contusões graves. Deu, no entanto, contribuições fundamentais para o Figueira.

Suas grandes exibições e gols nos clássicos, sua participação fundamental no acesso em 2001, seu toque refinado, seu reiterado amor ao clube. Tudo isso o credencia como um dos jogadores mais importantes da história do Figueirense.

Depois de Edmundo, Fernandes é o maior jogador que vi com a camisa do Figueirense. Edmundo foi um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro e brilhou intensamente no pouco mais de seis meses em que passou pelo Figueira.

Fernandes, além da qualidade de futebol, ganhou importância por sua longa relação com o clube, por seu empenho, sua dedicação e capacidade de superação.

Não interessa como termine o ano. Ver Fernandes de volta, jogando um jogo depois de outro, com seu costumeiro talento, é algo que não tem preço. Tanto esforço merece sim ser recompensado com o acesso para a primeira divisão.

Ter Fernandes em campo, entretanto, transcende qualquer resultado de momento. É algo para ficar gravado na memória de quem ama o futebol e de quem tem o privilégio de torcer pelo Figueira.

Por isso, Fernandes, obrigado, muito obrigado por tudo.

Por Ney Pacheco.

Figueirense supera Duque de Caxias e está na briga

domingo, agosto 16th, 2009

Três zagueiros na zaga, dois alas nas alas, dois volantes e um meia no meio-campo, dois atacantes no ataque.

Assim, o Figueira começou e mandou no jogo contra o Duque de Caxias nesta tarde. O único reparo que eu poderia fazer é ter entrado com Carlinhos e Jeovânio. O melhor, para mim, seria Jeovânio e Paulinho.

Inegavelmente, no entanto, o meio-campo com os dois volantes pegadores funcionou muito bem no primeiro tempo. Lucas, Egídio e Fernandes estiveram completamente liberados para se juntar aos atacantes. A defesa estava protegida e bem postada, tanto que o adversário só conseguiu arriscar chutes de fora da área, enquanto o Figueira empilhava chances de gol.

O Figueira poderia ter metido uma goleada histórica. Paulo Sérgio e Lucas perderam uma quantidade industrial de gols. Por conta disso, o time levou sufoco no final, tomou dois gols absolutamente iguais em bobeiras da defesa. Mesmo assim, a vitória merecida foi garantida.

O que ficou evidente, no entanto, foi a mudança de postura da equipe. Os zagueiros nunca haviam jogado juntos. O meio-campo fazia sua segunda partida. Os atacantes também nunca haviam atuado juntos. Apesar destes complicadores, o Figueira fez uma grande partida enquanto suas principais peças tiveram fôlego para comandar o time. Fernandes no meio, Lucas na direita e Egídio na esquerda levaram o time para frente e deixaram a defesa do Duque de Caxias em pânico.

Depois da saída de Fernandes e Lucas, o time perdeu o controle do jogo, mas o fundamental é que o time não foi medroso, soube se impor, cada um na sua, buscando a vitória.

A partida de hoje mostrou que sem medo, sem invenção, o Figueira tem time para enfrentar qualquer um nesta série B. O Duque de Caxias não é o bicho, como não eram os três adversários anteriores. Só que hoje o Furacão Alvinegro tomou a iniciativa e fez prevalecer sua melhor qualidade.

É só isso que se pede: um time que jogue bola e busque a vitória. Vencer nem sempre é possível, mas tentar vencer é.

Por Ney Pacheco.