Figueirense tem boa campanha no pré-Copa
segunda-feira, junho 7th, 2010Mesmo com as turbulências fora de campo e com muita a coisa a acertar, o Figueirense chega ao recesso para a Copa do Mundo com uma boa campanha.
No quinto lugar, com 13 pontos, quatro vitórias em sete jogos e 61,9% de aproveitamento, o Figueira termina esta fase no pelotão da frente, a dois pontos do líder e a um do G4.
A vitória sobre a Ponte Preta serviu para o Figueira recuperar os pontos perdidos contra o Náutico em casa. A campanha fica melhor ainda se lembrarmos que a equipe fez quatro jogos fora e três no Scarpelli, ou seja, foi buscar sete pontos de 12 disputados como visitante.
Olhando os números da série B do ano passado, o Figueirense tinha 10 pontos depois de sete jogos. Além de ter pontuado menos, o Furacão Alvinegro vivia uma situação inversa a de agora, com quatro jogos realizados no Scarpelli e três disputados fora.
A vitória sobre a Ponte Preta também trouxe outro fato positivo. O Figueira tem 100% de aproveitamento contra os paulistas ao bater também Portuguesa e São Caetano. Assim, com três triunfos em três partidas, o Alvinegro já superou o pífio desempenho contra as equipes de São Paulo registrado no ano passado, quando, venceu dois confrontos e perdeu oito. Além disso, ganhou da Ponte e do Sanca fora de casa.
O balanço é, portanto, positivo, e bem melhor do que se fazia supor depois de três partidas seguidas sem vencer. A meta estipulada por Márcio Goiano de 60% de aproveitamento foi atingida e o clube ganha tranqüilidade para trabalhar na parada para a Copa do Mundo.
É tempo para integrar os novos contratados, os que chegaram e os que vão chegar, ao elenco; preparar fisicamente os jogadores para encarar os 31 jogos que faltam para garantir o retorno à série A, afinar a viola e acertar o passo na gestão e na condução do futebol do clube, liberar atletas que não estão sendo aproveitados e fazer os ajustes táticos necessários.
É um bocado de trabalho, mas é bem melhor realizá-lo depois de duas vitórias consecutivas e em quinto lugar no campeonato.
Notas Alvinegras
* O Rogério Costa lembrou bem: Márcio Goiano foi ousado na partida de sábado. Mesmo se precipitando ao tirar Fernandes antes do intervalo, o técnico botou o time para frente mesmo com um jogador a menos. Antes da metade do 2º tempo, sacou João Paulo, botou Juninho na lateral e mandou Heber a campo, voltando a jogar com dois atacantes. Não se conformou com apenas um ponto e foi premiado com três. Com justiça.
* O ASA não deve ser tão ruim assim. Meteu três a zero no Icasa, que tinha enfiado quatro no Bahia, então líder da série B.
* É divertido ver gente muito próxima da Participações aproveitar qualquer problema ou desajuste no clube para soltar os cachorros em cima. Quando estavam no poder viviam reclamando de torcedores que criticavam tudo, não reconheciam os acertos e não tinham paciência de esperar os resultados aparecerem. Coerência é artigo raro na praça.
* Lucas se joga muito e pode ficar marcado pela arbitragem. O que aconteceu no sábado, no entanto, não tem nada a ver com o cai-cai do lateral, em minha opinião. Primeiro porque foi falta de fato no lance. Segundo porque o juiz caseiro pipocou e para não dar pênalti, optou por punir Lucas por simulação com o segundo cartão amarelo. Se Lucas merece alguma repreensão é pelo primeiro amarelo, recebido depois de cometer uma falta por trás a três metros da área da Ponte Preta, completamente desnecessária.
* O que dizer de um clube com quase 50 jogadores, mas que mesmo assim tem deficiências em várias posições, que não vence e não faz gol há quatro jogos e cuja defesa tomou 11 gols em sete partidas? E se tal time é treinado por um técnico que poucas vezes conseguiu fazê-lo jogar bem, mesmo vencendo um campeonato? E se esse mesmo time escala um titular evidentemente desgastado pela sequência de jogos e um reserva que nem estava sendo relacionado para começarem a sua última partida porque um empresário veio vê-los jogar?
* Esperamos a pancadaria em suas formas escritas, faladas e televisadas. Do mesmo jeito que ocorre quando as coisas não andam bem pelas bandas do Scarpelli.
Por Ney Pacheco.

