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Um Figueirense mais confiante

sábado, maio 15th, 2010

Muito mais do que a liderança provisória, a vitória de 2 a 1 sobre a Portuguesa na noite desta sexta-feira no Scarpelli, foi daquelas que trazem mais confiança ao jovem time alvinegro.

E não dão mais confiança somente. Também ajudam a transformar um time pouco experiente em um time “cascudo”, como se diz na gíria do futebol.

Sim, porque o Figueira derrotou um adversário de boa qualidade, muito experiente e repleto de jogadores rodados, boleiros.

Para derrotar a Lusa, o Furacão Alvinegro precisou derrotar a catimba, a intimidação, e, em alguns momentos, a violência, para garantir a vitória em casa.

Assim, depois de um ótimo começo de jogo, de um bom primeiro tempo e de um segundo tempo bem complicado, o Figueirense conseguiu somar mais três pontos e manter os 100% de aproveitamento neste início de série B.

Em somente dois jogos, o Figueira já se igualou à campanha passada, em que teve duas vitórias contra times paulistas. Só que, no ano passado, só conseguiu isso em 10 jogos.

É um bom começo. Um início que dá moral e mostra para os adversários que o Figueirense pode incomodar.

Ainda neste sábado, um post com mais sustança, analisando com mais detalhes a vitória contra a Lusa.

Por Ney Pacheco.

Torcida não pode ser só claque

terça-feira, maio 11th, 2010

Uma boa vitória do Figueira fora de casa

domingo, maio 9th, 2010

O Figueirense deixou de lado o nervosismo da estreia e conquistou uma vitória fora de casa sobre um adversário listado entre os candidatos ao acesso. É um fato que merece ser valorizado.

Como comentamos no post anterior, no ano passado, o Figueira perdeu oito de 10 jogos contra times paulistas. Neste sábado, conseguiu sua primeira vitória contra um paulista e jogando como visitante. Se é muito cedo para apontar qualquer tendência, o resultado serve sim para aumentar a esperança em um bom começo na série B.

Mesmo sem fazer uma grande atuação, o Figueirense mostrou ter um time mais técnico e bem mais ajustado que o São Caetano. No primeiro tempo, enquanto o Figueira esteve intranquilo e errou passes demais, o Azulão criou suas oportunidades de abrir o placar, notadamente no início da partida e/ou em lances de bola parada.

A partir do momento que o toque de bola do Furacão Alvinegro começou a funcionar, principalmente no segundo tempo, o jogo passou a ser controlado pelo Figueira. Assim, apesar do rendimento abaixo do normal de jogadores importantes como Willian, Firmino, Juninho e até de Marcelo Nicácio, que lutou muito, mas produziu pouco, a segunda etapa foi quase toda do Alvinegro.

Se no primeiro tempo, o jogo, de baixo nível técnico, teve um predomínio do São Caetano, na segunda etapa, o Figueira voltou mais ligado, mais ofensivo e passou a jogar no campo do adversário.

O time não criou grandes chances de gol, mas depois da entrada de Fernandes ganhou qualidade no passe, as triangulações e tabelas começaram a se suceder até que Firmino aproveitou o erro do zagueiro, depois de lançamento de Juninho, para abrir o placar.

Depois Willian pediu para sair e aí Márcio Goiano pode ser criticado porque o substituiu por Bilu e adiantou Firmino e Fernandes para o ataque. Por alguns minutos, o São Caetano passou a pressionar o Figueira, mas logo em seguida o Alvinegro retomou o controle da partida.

O certo é que ao olhar um banco com Douglas e Junior Negão para o ataque, é de se pensar muito mesmo se não vale a pena deixar a qualidade em campo, com Firmino e Fernandes na frente, em vez de evitar improvisações.

Apenas dois times venceram como visitantes nesta primeira rodada da série B: Santo André e Figueirense. O primeiro enfrentou o Icasa, caçula da segunda divisão, vindo da segundona cearense. O Figueira derrotou o vice-campeão do interior paulista, tido e havido como o melhor campeonato estadual do país, candidato ao acesso à série A.

O Figueira começa muito bem, portanto, a série B. Uma vitória para motivar a torcida e encher o Scarpelli na sexta-feira, quando a pedreira será maior ainda no jogo contra a Portuguesa, que, mesmo sem sete titulares, goleou o Vila Nova na estréia.

Vitória para dar ainda mais moral para o time alvinegro.

Por Ney Pacheco.

Figueira inicia luta pelo acesso

sábado, maio 8th, 2010

Se quiser conquistar o acesso, o Figueirense vai ter que começar a construir uma história diferente a partir deste sábado na comparação com a campanha da série B no ano passado.

O jogo contra o São Caetano é a primeira oportunidade para o Figueira começar a ter um retrospecto melhor do que os péssimos resultados obtidos contra os times paulistas na segundona de 2009. Foram 10 jogos, com oito derrotas e somente duas vitórias. No Scarpelli, o Figueira só venceu o Bragantino. Fora, só derrotou a Ponte Preta. Seis pontos conquistados em 30 possíveis. Considerando que o Figueirense ficou a cinco pontos da classificação para a série A, nota-se o estrago que o pífio desempenho fez no resultado final.

Outro aspecto da campanha que precisa ser melhorado é um fato bem conhecido de Márcio Goiano: a importância de vencer em casa. No ano passado, o Figueira perdeu absurdos seis jogos em 19 em casa. Venceu 12 e empatou um. Foram 37 pontos ganhos em 57 possíveis, com 64,91% de aproveitamento. Muito pouco para quem joga em casa, muito pouco para quem quer subir, muito pouco para quem tem uma torcida como a do Figueira.

Só que Márcio Goiano sabe bem que é preciso mostrar quem manda quando se joga em casa. Em 2001, quando era zagueiro e capitão do time que subiu para a série A, foram 14 vitórias, dois empates e uma derrota em 17 partidas no Scarpelli. 44 pontos ganhos em 51 possíveis, ou seja, 86,27% de aproveitamento.

Um dos aspectos positivos da campanha no último campeonato estadual é que o Figueirense retomou um pouco da mística do caldeirão do Scarpelli. Foram três empates e sete vitórias jogando em casa. Sendo que dois destes jogos tiveram Renê Weber como técnico (vitória contra o Imbituba na estréia e empate com o Atlético de Ibirama). Resta saber, se enfrentando times teoricamente mais qualificados, o Figueira vai conseguir manter ou melhorar a média.

Este sábado traz o primeiro desafio. Alguns dizem que o Figueirense tem um bom elenco para a série B. Discordo. Podemos até ter um bom time, mas falta elenco. Como, no entanto, está todo mundo à disposição e a equipe já tem um entrosamento e uma maneira de jogar, podemos sim trazer um bom resultado do Canindé.

Pra cima, Figueira!

Por Ney Pacheco.

O primeiro passo do Figueira

quinta-feira, maio 6th, 2010

Está chegando finalmente, depois de um longo e tenebroso inverno sem futebol. É uma coisa chata ficar sem ter jogo para assistir, sem ir ao Scarpelli, só ficar esperando que a bola volte a rolar.

Pois agora está bem perto. Nesta quinta-feira, o Figueira deve apresentar dois novos reforços, o já há muito anunciado Bruno Formigoni e o lateral/meia Pedro Carmona, que disputou o campeonato gaúcho pelo São José. Carmona havia sido indicado ao Criciúma pelo técnico Argel Fucks, que o treinou no clube de Porto Alegre. Também especulou-se, em Coritiba, sua ida para o Atlético-PR. Eu, particularmente, não conheço o jogador.

Fora de campo, Abel Ribeiro chegou para ser auxiliar técnico, indicado pela direção do clube, e Benevan dos Santos veio por indicação de Márcio Goiano. Não conheço este último, mas Abel é velho conhecido. Nunca fui muito fã de seu trabalho como treinador, mas acredito que ele seja um bom montador de times, com bom olho para avaliar jogadores. Resta saber se esta vai ser uma de suas funções no Scarpelli.

Para a estreia contra o São Caetano, a CBF transferiu o jogo para o Canindé, pois o Anacleto Campanella foi interditado pelo Ministério Público. Não muda muito. A torcida do Azulão é minúscula e não incomoda ninguém.

O Canindé tem um gramado razoável e boas dimensões. Não vai atrapalhar o estilo de jogo do Figueira como certos campos do campeonato estadual atrapalharam. É botar a bola no chão e mostrar o que sabe.

Claro que o adversário pode incomodar, pois é um dos candidatos ao acesso. Aliás, a tabela não é muito amiga do Figueira, que pega São Caetano, Portuguesa e Náutico nas quatro primeiras rodadas. Nada de moleza, de ter tempo para se adaptar à competição e ganhar confiança. É osso duro logo de cara.

Por outro lado, bons resultados já vão elevar o ânimo às alturas. Uma boa exibição e um bom resultado no Canindé são o primeiro passo.

Por Ney Pacheco.

Seis milhões em seis meses?

quinta-feira, abril 29th, 2010

Na metade do ano passado, quando sequer se cogitava a saída da Participações do comando do futebol do Figueirense, obtive a informação de que até aquele momento a empresa estava honrando seus compromissos por conta do dinheiro que havia entrado com as negociações de jogadores em 2008. E não foram poucos os atletas negociados. Chicão, André Santos e Felipe Santana, por exemplo, estavam entre eles.

Quando fico sabendo que o balanço de 2009 apresentado pela FPSA traz um déficit de quase seis milhões de reais, só posso ficar surpreso. Se a até a metade do ano, o clube estava no zero a zero, como conseguiu terminar com um rombo de quase seis milhões, ou seja, operou num negativo médio de um milhão mensal entre julho e dezembro. Como foi possível? Será que Roberto Brum e Bóvio foram contratados a peso de um ouro tão pesado assim?

O Figueirense Futebol Clube deve então auditar bem as contas da gestão passada e verificar para onde foi cada centavo. Até porque o distrato garante que a responsabilidade pelas dívidas contraídas no período em que o futebol foi terceirizado é da FPSA. E se a empresa ficou devendo, que pague, pois as condições para a sua saída, incluindo a rescisão de contrato dos jogadores mais valiosos do elenco, já foram muito vantajosas para ela.

Se por um lado, esses números servem para mostrar que a herança deixada pela FPSA não é aquela maravilha apregoada em verso, prosa e páginas coloridas, por outro, os números não são lá tão assustadores. Um clube como o Figueirense tem como superar esses problemas. Se subir este ano para a série A, por exemplo, já garante quase 10 vezes mais de verba da TV em 2011.

Os fatos também reforçam a necessidade de aumentar a transparência. Desde 2008, em meus primeiros contatos com a direção do clube, eu reforço a importância de se utilizar o site do clube para divulgar dados prosaicos como a relação de conselheiros, os balanços anuais,convocatórias e atas das reuniões do conselho, o Estatuto do clube e coisas do tipo. Não significam nada em termos de custo e dão trabalho quase mínimo. E permitiriam que a grande maioria da torcida tivesse acesso a estas informações. Quem sabe agora, que a gestão mudou, mudem também os hábitos. É o que se espera.
Notas Alvinegras

* O zagueiro Aislan, cogitado entre os possíveis jogadores do São Paulo que poderiam vir para o Figueirense, foi anunciado como reforço do Paraná. E o São Paulo não poderia emprestá-lo para o Figueira mesmo que quisesse, já que ele rescindiu o contrato com o Tricolor paulista no começo de fevereiro (clique aqui e aqui).

* A pedido do alvinegro Zeca, faço o registro que o Avaí teve 11 pênaltis marcados a seu favor no campeonato e nenhum marcado contra. Alguém gritou “alô, doutor”?

* Bruno Formigoni vem mesmo? Quem mais vem? Quem sai? Aguardamos novidades.

Por Ney Pacheco.

A visão alvinegra do clássico de SC

segunda-feira, abril 19th, 2010

Já fiz o pós-jogo para o Meu Figueira (clique aqui para ler) e então vou aproveitar este post para dar pitacos generalizados sobre o Clássico de domingo, a campanha do Figueira, a arbitragem, a mídia de Floripa e as perspectivas para a série B:

* O Figueirense botou o Avaí na roda depois dos 15 minutos do 1º tempo, mas não conseguiu ser efetivo na criação de chances claras. Teve um chute de Juninho que desviou na zaga e deu trabalho para Zé Carlos e a jogada do gol.

* No segundo tempo, a posse de bola foi bem mais equilibrada, mas o Figueira foi bem mais incisivo, criando chances com Willian e Fernandes, que preferiu cruzar a chutar, quando o jogo estava 1 a 0 e mais cinco ou seis chances depois do empate avaiano.

* O pênalti é o típico lance de falta cavada que só é assinalada no Brasil. O jogador sente a mão do adversário nas costas e automaticamente dobra os joelhos, atirando-se ao chão. Como o Avaí era o time da casa e veio firmemente disposto a se atirar na área quantas vezes fosse preciso, conseguiu o que queria, já que Sálvio Espíndola não teve a coragem necessária para agüentar a pressão.

* Como falta critério, Sálvio deixou de assinalar falta em vários lances parecidos durante o jogo todo e pelo campo todo. Num deles, depois do gol de empate avaiano, o zagueiro avaiano meteu a mão na cara de João Paulo dentro da área. Que fique claro: para mim, nenhum dos dois lances foi pênalti.

* Também falta critério para a imprensa. Se um lance igual ao do “pênalti” em Caio favorecesse o Figueira, eram horas e horas de transmissão destinadas a discutir o assunto. Eram entrevistas e mais entrevistas, discursos depois de discursos, simpósios e seminários.

* Como não foi, não vira nem notícia em alguns casos. Matérias e comentários sequer mencionam que o lance foi duvidoso ou polêmico. Foi pênalti e ponto final.

* No rádio e na TV, o lance é comentado sem muita ênfase, de forma isenta e distanciada como, supostamente, todo o trabalho da imprensa deveria ser. Entra no balanço geral como os chutes para fora, o melhor em campo, algumas faltas invertidas pelo árbitro. Nada que saia do normal.

* Um exemplo da falta de critério. No clássico anterior na Ressacada, o zagueiro puxa até esticar a camisa de Roberto Firmino numa cobrança de escanteio. Pênalti, de acordo com a regra.

* Renato Semensati, da CBN, opina que pela regra é pênalti, mas para ele não e explica que o puxão não teve força suficiente para desequilibrar Roberto Firmino.

* No Clássico deste domingo, no entanto, o fator força não entrou na equação. Se Juninho fez ou não força suficiente para derrubar Caio não interessa. Interessa, neste caso, que a mão nas costas caracteriza o pênalti.

* A perspectiva da transmissão pela CBN é sempre a do Avaí. “O Avaí está dando espaço”, “o Avaí cedeu o meio-campo”, “o que o Avaí tem que fazer para empatar o jogo?”, “o Figueirense está melhor porque o Avaí…”.

* Fernandes mostrou mais uma vez porque é iluminado. Sem jogar desde novembro, quando terminou a série B, voltou, não fez uma grande exibição, mas fez seu gol, o 94º com a camisa alvinegra, igualando a marca de Calico Moritz como o maior artilheiro do Figueira em todos os tempos.

* Os melhores em campo pelo Figueira foram Wilson, que foi decisivo quando foi chamado a intervir, João Filipe, que foi quase perfeito na zaga, por cima e por baixo, e Juninho, que foi incansável e apareceu bem na defesa e no ataque.

* No mundo ideal, o Figueira fica com 16 ou 17 jogadores do elenco atual para a série B. A maioria não serve nem para compor grupo. Alguns tem ótimo nível, ao menos para a série B. E outros podem ficar e serem úteis, mas não como titulares no começo da competição.

* Inclusive, o Figueira mostrou nesta reta final que precisa de um pouco mais de experiência e de muito mais capacidade de decidir jogos importantes. Fernandes e Nicácio podem suprir um pouco desta necessidade, mas para um campeonato longo como a série B, o elenco tem que ser mais equilibrado e mais qualificado.

* Essa dificuldade de decidir o jogo, complicou a vida do Figueira em Chapecó, quando o time desperdiçou seis ou sete chances absurdamente claras no final da partida. O resultado tirou a decisão do returno do Scarpelli e neste sentido foi decisiva para deixar o Alvinegro fora da decisão do campeonato. Também apareceu neste domingo e na partida anterior contra o Joinville.

* Isso, porém, é tema para um post mais extenso e exclusivo. Voltamos ao assunto durante esta semana.

Por Ney Pacheco.

Domínio do Figueirense na década

sexta-feira, abril 16th, 2010

Independente do resultado do clássico deste domingo, o último de 2010 e, portanto, o último da década, os primeiros 10 anos do século 21 foram de amplo predomínio alvinegro.

No balanço dos confrontos entre 2001 e 2010, foram 30 partidas, com 13 vitórias alvinegras, 12 empates e cinco derrotas, 46 gols pró, 30 contra, saldo de 16. É uma vantagem considerável. Uma vitória a cada seis jogos do lado de lá, uma vitória a cada dois clássicos, praticamente, do lado de cá.

A década foi ainda marcada por um longo tabu, iniciado ainda no ano 2000. No dia 9 de abril daquele ano, o Figueira perdeu para o Avaí por 2 a 1 na Ressacada (dia que prometi não por mais os pés no moquifo, história que conto outra hora).

Depois disso, o Alvinegro enfileirou uma sequência de 15 jogos sem perder, com sete vitórias e oito empates, até 2005, quando foi derrotado por um a zero na Ressacada.

Mesmo com o Figueira na série B e eles na série A, os avaianos não conseguem dar o troco. São quatro empates consecutivos pelo campeonato estadual. Na Ressacada, o Figueira não perde pela competição desde 2006.

A coisa ficaria mais feia para a turma azulejenta sem os clássicos da copinha SC disputados no fim do ano passado com os times B. Eles quase dobraram o número de vitórias na década (de três para cinco), com os dois triunfos que obtiveram. O primeiro no Scarpelli, num sábado de manhã, para pouco mais de mil testemunhas, e o segundo, na Ressacada, num domingo de manhã para aproximadamente 400 pagantes.

A supremacia alvinegra na primeira década do novo milênio é flagrante e indiscutível. O Figueirense mandou no Clássico, seja em casa, seja no Sul da Ilha. Fechar 2010 com mais uma vitória só confirmaria o que aconteceu com frequência nos últimos 10 anos.

Confira a lista dos Clássicos realizados nos últimos 10 anos.
Antes da década, início do tabu:

21/05/2000 – 2×2 – Scarpelli – Catarinense

10/09/2000 –1×1 – Ressacada – Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro Série B)
Os resultados da década de 2010

10/03/2001 – 3×1 – Ressacada – Catarinense

29/04/2001 – 1×0 – Scarpelli – Catarinense

09/09/2001 – 2×0 – Scarpelli – Série B

27/10/2001 – 1×1 – Ressacada – Série B

07/12/2001 – 2×0 – Scarpelli – Quadrangular final da Série B (show de bola alvinegro)

18/12/2001 – 2×2 – Ressacada – Quadrangular final da Série B (Abimael marca gol igual ao que fez na partida seguinte, contra o Caxias)

12/05/2002 – 1×1 – Ressacada – Catarinense

13/06/2002 – 3×0 – Scarpelli – Catarinense

03/07/2002 – 3×1 – Ressacada – 1º jogo da final do 2º turno do Catarinense (Renato Martins marca o gol mil da história dos clássicos)

10/07/2002 – 0 x 0 – Scarpelli – 1º jogo da final do 2º turno do Catarinense (Figueira conquista os dois turnos e se consagra campeão estadual)

26/01/2003 – 1×1 – Ressacada – Catarinense

16/02/2003 – 1×0 – Scarpelli – Catarinense

02/02/2005 – 1×1 – Scarpelli – Catarinense

13/02/2005 – 0×1 – Ressacada – Catarinense (fim do tabu)

22/01/2006 – 2×1 – Ressacada – Catarinense

01/02/2006 – 2×1 – Lages – Catarinense (jogo em Lages por causa da reforma no gramado do Scarpelli)

19/02/2006 – 2×3 – Ressacada – Catarinense

19/03/2006 – 4×1 – Scarpelli – Catarinense (revoltados com o banho de bola, avaianos incendeiam as cadeiras do Scarpelli)

14/02/2007 – 3×0 – Scarpelli – Catarinense (Ramon faz barba, cabelo e bigode)

13/04/2007 – 1×0 – Ressacada – Catarinense (Ramon completa o serviço e elimina o Avaí com o gol aos 47 do 2º tempo)

12/10/2007 – 1 x 1 – Ressacada – Copa Santa Catarina

06/11/2007 – 2 x 2 –Scarpelli – Copa Santa Catarina

10/02/2008 – 3×0 – Ressacada – Catarinense (Até Bruno Perone jogou bem, Fernandes fez o seu e o Avaí apaga as luzes do estádio quando Alexandre faz o terceiro)

30/03/2008 – 0×2 – Scarpelli – Catarinense (O técnico Gallo escala Elton, que não fazia um jogo há nove meses e é expulso com 15 minutos de jogo)

05/02/2009 – 1×1 – Scarpelli –Catarinense (Eles pensavam que o time de série A ia patrolar o Figueira, mas suaram para empatar)

15/03/2009 – 1×1 – Ressacada – Catarinense (Eles pensavam que o time de série A ia patrolar o Figueira, mas suaram para empatar)

31/10/2009 – 0×2 – Scarpelli – Copa Santa Catarina

22/11/2009 – 0×3 – Ressacada – Copa Santa Catarina (jogos com o time B diminuem o vexame azulejento)

04/02/2010 – 2×2 – Scarpelli – Catarinense (Eles pensavam que o time de série A ia patrolar o Figueira, mas suaram para empatar)

24/03/2010 – 1×1 – Ressacada – Catarinense (amareletion, empate alvinegro no fim e show de selvageria do outro time)

Notas alvinegras

* O árbitro para o Clássico não será de Santa Catarina, mas também não virá de algum estado vizinho. Virá de mais de cima do mapa.

* O Figueira chama a torcida para comparecer ao treino no sábado pela manhã. É hora de dar todo o apoio para os jogadores e passar aquela energia positiva para uma grande vitória no domingo.

* Fernandes está com fome de bola. Isso é muito bom.

* Renê, Coutinho, João Filipe, Bilu. Faça sua aposta para quem joga na lateral direita no Clássico.

* Miguelinho diz no Debate Diário que se vier árbitro de fora tem que fechar o departamento de árbitros da FCF.

* Os árbitros daqui são mesmo ruins, mas quem piora tudo e queima praticamente todos é o Avaí e os avaianos com sua política de terra arrasada quando perdem um jogo. Como é fato comum, não sobra árbitro algum no fim da temporada.

Por Ney Pacheco.

Figueirense e o resultado que interessa

segunda-feira, abril 12th, 2010

Há uma questão básica envolvendo jogos decisivos. É a que tens que conseguir o resultado que te interessa do jeito que for possível.

Isso o Figueirense fez. Não jogou bem. Não reeditou as atuações anteriores, precisou de Wilson muito mais do que nos jogos anteriores, mas conseguiu o empate que lhe interessava pelo regulamento.

Talvez por sua juventude, a maioria dos jogadores se ressentiu do fato de ser um jogo decisivo e não repetiu suas boas atuações anteriores. Além disso, jogadores experientes que poderiam dar mais equilíbrio à equipe, como Bilu e Jeovânio, não fizeram uma boa partida.

Márcio Goiano tem agora uma semana para quebrar a cabeça e encontrar substituto para Lucas, bem como preparar o time para enfrentar uma guerra na Ressacada e ser capaz de vencer.

Não vai ser fácil. Até porque no jogo de domingo, o Figueira vai enfrentar a sua já conhecida limitação de elenco. Não há substituto para Lucas no grupo de jogadores e o técnico vai ter recorrer à improvisação para um atleta hoje que é um dos mais importantes do time, principalmente na criação ofensiva.

A suspensão de Jeovânio não será tão sentida porque ele não está jogando tão bem e Ygor pode quebrar o galho por ali sem problemas.

O retorno de Maicon é uma boa notícia. Depois de tudo que vi durante o campeonato, acredito que o melhor meio campo que o Figueira tem no momento é composto por Ygor, Maicon, Juninho e Roberto Firmino.

Bilu precisa recuperar o ritmo de jogo e Jeovânio tem oscilado bastante, embora tenha sido muito importante no 2º tempo de hoje, destruindo várias jogadas do JEC.

O Figueirense tem uma semana pra se preparar. Fernandes e Marcelo Nicácio podem, inclusive, aprimorar sua forma. Ter o atacante como titular, no lugar do desligado Junior Negão, seria um grande ganho de qualidade. Fernandes, por sua vez, poderia ficar para o segundo tempo, já que o melhor setor do Figueira é aquele meio campo já escalado nos parágrafos anteriores.

O campo é deles, a vantagem do empate é deles. Porém, já ganhamos deles em situações mais adversas. É bom não duvidar.
Notas Alvinegras

* O fanático alvinegro e árbitro Paulo Henrique Bezerra tirou do Clássico dois (Lucas e Jeovânio) dos quatro pendurados do Figueira. Não satisfeito, tirou Lucas de campo na metade do segundo tempo, deixando o JEC com um jogador a mais por quase 25 minutos.

* Já no moquifo, o dócil João Fernando da Silva, o Dadá, só amarelou um dos sete avaianos que entraram em campo com dois cartões. É a pressão desenfreada pós-clássico fazendo efeito? Vão querer árbitro de fora ou o afável Dadá serve?

* Quase 12 mil pessoas no Scarpelli no domingo. Sete mil na Ressacada no sábado. E insistem em comparar.

* Sinceramente não gostei da insistência da CBN com a história do JEC entregar o jogo. Esse papo já veio de um avaiano na coluna do Cacau Menezes no sábado. Triste mania azulejenta de sempre botar defeito nas vitórias e conquistas do Figueira.

* Os dois times procuraram o gol, os dois goleiros trabalharam, houve bola na trave, grandes defesas e o JEC tentou sim vencer o jogo. Talvez o problema seja que os avaianos tenham tanto medo do Figueirense que vejam conspiração e fantasmas em todo lugar.

* Se você ainda não viu, vale conferir o jornal Alvinegro, iniciativa do Meu Figueira que conta com minha colaboração. Clique aqui para saber mais.

Por Ney Pacheco.

Fernandes e Nicácio: dúvidas para domingo

sexta-feira, abril 9th, 2010

O Figueira tem algumas boas perguntas a responder no jogo decisivo de domingo, contra o Joinville.

A primeira delas é se vale a pena utilizar jogadores de qualidade mas vindos de um longo afastamento por contusão.

É o caso de Marcelo Nicácio e Fernandes, que ainda não jogaram nos quatro meses deste ano, mas, inegavelmente, seriam ótimas opções para a partida contra o JEC.

Jeovânio também retorna, mas sua ausência foi bem mais curta e assim outra questão surge. O Figueira deve reforçar a marcação no meio campo?

Apesar do banho de bola que levou no segundo tempo daqueles 3 a 0 na terceira rodada do returno no Scarpelli, o Joinville é um time bem melhor do que o Criciúma.

Vale a pena reforçar a marcação com Jeovânio e Ygor, por exemplo, ou só escalar um dos dois, completando o setor com Bilu, Juninho e Roberto Firmino, já que Maicon está suspenso pelo terceiro cartão amarelo?

Naquela vitória por 3 a 0, o Figueirense entrou em campo com Jeovânio, Coutinho, Juninho e Roberto Firmino. Maicon também estava suspenso. No segundo tempo, com a vantagem estabelecida no placar, Marcinho entrou na vaga de Juninho.

Por outro lado, é certo também que a formação com melhor rendimento contou com Jeovanio na proteção da zaga, Maicon, Juninho e Roberto. Seria simplesmente então só trocar Maicon por Bilu e promover a volta de Jeovânio?

Na opinião deste blogueiro, sim. O melhor é contar o com Jeovânio, Bilu, Juninho e Firmino no meio-campo e partir para cima do JEC. No balanço de suas virtudes e defeitos, não será jogando defensivamente que o Figueira irá ganhar o campeonato.

A escalação tem que potencializar as suas virtudes, até para minimizar os seus defeitos. Ficar tomando pressão, encaixotado em seu campo, aumenta o risco dos erros defensivos surgirem.

Valorizar a posse de bola, adiantar a marcação para o campo do adversário e tocar bola com fluência e velocidade , além de ser o melhor jeito de fazer gol, também é uma boa forma de evitar a pressão do adversário.

Já sobre Nicácio e Fernandes, minha opinião é que se estão 100% bem fisicamente, são ótimas opções para o banco de reservas. A ausência prolongada pode prejudicá-los para começar como titulares, ainda mais no momento mais quente do campeonato, mas a qualidade técnica e a experiência dos dois pode ser muito importante na hora de decidir.

O debate, no entanto, está aberto. Qual sua opinião?

Por Ney Pacheco.