A análise da derrota paranista
segunda-feira, maio 17th, 2010Vamos aos fatos da derrota Paranista.
Por que o Luis Henrique foi o responsável por bater o penalti? A justificativa do treinador é que ele foi o melhor batedor durante os treinos. Imagine o pior !!! Bateu fraco e numa altura que facilitou a defesa do goleiro.
Mais uma vez o treinador escalou errado o time. Assim como contra o Ipatinga, o João Paulo começou improvisado na ala-direita. Deu todo espaço que o lateral da Ponte, Vicente, precisava.
No segundo-tempo, já perdendo, o treinador colocou o André Luiz no lugar do Ives, deslocando o João Paulo para o meio. Porém o jogador fez uma partida horrível mas tem lugar garantido com o Marcelo Olivera. Dificilmente será substituído.
O jogo contra a Ponte lembrou muito o jogo contra o Sport onde o Paraná estava perdendo e o treinador não fez absolutamente nada na questão tática para tentar empatar.
O treinador voltou a demonstrar sua falta de visão de jogo e sua constante falta de ofensividade. Perdendo o jogo, o segundo-tempo inteiro, o treinador não teve a coragem de abrir mão dos 3 zagueiros e dos 2 volantes. O treinador tirou o Leandro Bocão e colocou o Somália. Bocão não jogou bem, muito porque o setor de criação não funcionou.
Sem o menor sentido o treinador colocou no jogo o atacante Valderi que tem como principal característica a velocidade, porém a Ponte estava totalmente fechada. Mas a maior burrice foi ter tirado o único meia, Wanderson. Com a alteração o Paraná ficou sem criatividade e o meio ficou com um buraco já que não tinha nenhum armador e o João Paulo estava péssimo.
O único destaque do jogo foi o ala Gílson. No mais, um time perdido taticamente e sem criatividade.
Mais uma vez o Paraná deixou de conseguir um resultado melhor por falta de ofensividade, principalmente quando estava perdendo. A falta de ousadia do treinador é algo muito preocupante. Já fez isso várias vezes no campeonato paranaense e na Copa do Brasil. A desculpa era a falta de opção no banco de reservas. Porém, agora, ele tinha o Flavinho para colocar no meio-campo, pois tinha feito uma grande partida no pouco tempo que ficou em campo contra o Ipatinga.
Além do que o treinador constantemente demora muito para fazer as substituições.
Faltam 5 jogos até o início da Copa e o Paraná precisa de mais 3 vitórias e 1 empate para ficar numa posição confortável.
Será que o Marcelo Oliveira vai ter a capacidade de quando precisar abrir mão de um volante ou um zagueiro para atacar o adversário ou vai continuar na mesmice?
Por Luís Hansen, do Torcedor Paranista.

