Posts Tagged ‘Pedrinho’

Os riscos das apostas no Figueirense

quarta-feira, julho 8th, 2009

Num comentário, o alvinegro Airton questiona sobre a contratação e a agora provável rescisão de Pedrinho. Quanto vai custar ao clube? Por que se está errando tanto nos últimos tempos, trazendo jogadores machucados ou fora de forma?

Não há resposta fácil para isso. É certo que o Figueira tem errado mais do que o costume desde o ano passado e, coincidentemente, quando passou a contratar jogadores mais rodados e conhecidos. Por sua condição financeira, entretanto, o clube sempre vai estar no limiar entre o sucesso e o fracasso nas contratações e em seu desempenho e resultados.

Na prática, o futebol brasileiro hoje é todo baseado em apostas. Os times oscilam entre contratar ou puxar da base aqueles que estão surgindo agora para o futebol e ainda não foram mapeados para ir para o exterior ou aqueles que estão momentânea ou permanentemente sem mercado fora do país.

Três grandes artilheiros foram repatriados recentemente justamente por não terem para onde ir. São grandes e caras apostas: Ronaldo, Adriano e Fred. Aparentemente, a mais segura é a do Fluminense em Fred, já que é o mais jovem e o menos problemático, ou seja, pode dar retorno dentro de campo e ainda render uma boa grana numa negociação futura. Até agora, no entanto, não rendeu o que se espera.

Ronaldo é o que mais deu retorno, com dois títulos conquistados pelo Corinthians, mas era uma aposta de alto risco, por seus problemas de peso e por suas graves contusões. Já Adriano, que começou a jogar depois dos outros, tem contra si a falta de cabeça para se dedicar à profissão.

A diferença, no entanto, é que a margem de erro pode ser reduzida quando se pode pagar 200 ou 300 mil reais de salário a um jogador.

Não é o caso do Figueira. Desde que voltou à série A, ficou sete anos na primeira divisão, fez grandes campanhas e chegou a uma final da Copa do Brasil, o Furacão Alvinegro monta seus elencos com base em revelações vindas das categorias de base, jogadores encostados em outros clubes, veteranos no desvio, precisando se recuperar na carreira, ou destaques de times menores.

Funcionou por um bom período. A margem de acerto compensou o risco. Agora o clube encontra dificuldades. A direção do Figueira alega, inclusive, que a entrada de fundos como a Traffic, Sonda e outros inflacionaram o mercado, exigindo salários mais altos e pagamento de luvas para ceder determinados jogadores, deixando-os longe do orçamento do clube. É por isso que se fechou a parceria com Eduardo Uram. Para ter um “fornecedor” a custo mais baixo, além de uma injeção de capital para compensar a perda de receita com a queda para a série B.

Em tese, Pedrinho seria um bom reforço. Não é tão veterano, não havia se contundido com gravidade nos últimos dois anos e tecnicamente acrescentaria muita qualidade à equipe. Não foi por falta de esforço do jogador, mas não deu liga. E se ele não está confortável com a situação, é melhor mesmo fazer o acerto e abrir vaga para outro que possa contribuir mais decisivamente para o retorno à série A.

O mesmo vale para a especulação em torno do nome de Gil. Se jogar metade do que já jogou será um dos melhores jogadores da série B. Só tem 28 anos e não tem problemas físicos. Só que é atacante, enquanto a maior deficiência do Figueira está no setor de criação. Além disso, não joga um bom futebol há muito tempo. Vale o risco?

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.

Qual o time ideal do Figueira contra o Bugre?

quarta-feira, junho 3rd, 2009

Para a partida contra o Guarani, a formação que começou o jogo contra o Ceará pode servir de base, com as devidas mudanças por mau desempenho, contusão ou suspensão.

Assim, no pitaco deste blogueiro, o time preferido para começar o jogo de sexta-feira é: Wilson; João Filipe, Rafael Lima e Toninho; Lucas, Roger, Paulinho, Pedrinho e Egídio; Schwenck e Rafael Coelho.

A zaga é mantida por ser o que se tem de melhor no momento. Paulinho entra na vaga de Alê, suspenso e faz a dupla de volantes, que também sabem sair para o jogo, com Roger. Pedrinho começa o jogo porque entendo ser a hora de lhe dar a oportunidade de começar uma partida num time mais ajustado, até para ver se ele pode fazer o que se espera dele na campanha pelo acesso. Além disso, Kássio ainda não rendeu o suficiente e Fernandes precisa voltar aos poucos.

No ala esquerda, Pico fica fora para ver se melhora seu condicionamento físico e Egídio assuma a vaga para ver se o Figueira ganha mais força pelos lados, sem deixar tudo sob a responsabilidade de Lucas.

No ataque, Schwenck continua porque, depois de Rafael Coelho, é o atacante que rendeu melhor até agora e que mais se empenha pelo time. Não é um primor de técnica. Não é o atacante dos sonhos, mas é um jogador útil para a equipe.

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro. continue lendo aqui.

As lições da derrota do Figueirense

segunda-feira, maio 25th, 2009

O jogo se anunciava difícil e de fato foi. A vitória da Portuguesa foi merecida, pois o time paulista se mostrou mais organizado, entrosado e eficiente. Marcou forte o Figueirense, aproveitou as poucas chances que criou e segurou a bola quando foi preciso.

A Lusa se confirmou como o adversário mais difícil que o Figueirense teve nestas três rodadas iniciais da série B. O resultado e, principalmente, o desempenho do Furacão Alvinegro mostraram é que preciso ajustar muita coisa ainda.

A primeira é que Lucas faz uma falta danada à equipe. Nem Wellington nem Anderson Pico conseguem produzir boas jogadas no nível que Lucas consegue. Como Kássio ainda não assumiu o protagonismo na criação de jogadas, exigido para um meia, e Pedrinho ainda não mostrou que pode fazer a diferença, o time sofre para levar perigo, especialmente contra adversários fechados. Ainda mais jogando no 4-4-2, sistema no qual os laterais não podem avançar tanto como apoiam quando a defesa é composta por três zagueiros. Assim, a vinda de Egídio para a lateral esquerda pode ser importante. Pico continua abaixo do que se espera dele, enquanto Wellington está longe de ser o jogador que o Figueira precisa para a posição, notadamente depois do faniquito de hoje antes da cobrança do pênalti.

A equipe precisa de mais qualidade. Uma análise mais imediata mostra então que as laterais, as meias e a zaga precisam de jogadores melhores. Perone, no primeiro tempo deste sábado, mostrou pela, enésima vez, que não pode ser titular. É o mesmo caso de Anderson Luís. Pode ser que em outro clube encontre seu caminho. Aqui, em mais de um ano, errou muito mais do que acertou.

O segundo ajuste reside na necessidade de ainda trabalhar o emocional dos jogadores. Apesar de vários jogadores não terem participado da campanha do rebaixamento no ano passado, o time ainda se desestrutura quando sofre um gol. Foi assim quando tomou o um a zero. Foi assim quando a Lusa fez 2 a 0.

Para não “desmontar” quando sai atrás no placar, um time precisa estar bem entrosado, bem preparado, mas também com a cabeça no lugar. Esse estágio o Figueira ainda não atingiu. É algo que precisa avançar para o Figueira continuar entre os ponteiros da série B.

O Figueira não está pronto. A derrota para a Portuguesa, ainda na terceira rodada do campeonato, mostra que o Furacão Alvinegro precisa continuar corrigindo suas deficiências para fazer a campanha que se espera dele.

Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro. Continue lendo aqui.