Maracujina para a torcida do Figueira
quinta-feira, julho 16th, 2009Dentro do quesito drama, a torcida do Figueira está dando um banho. Há motivos. Essa ansiedade não vem do nada, vem do rebaixamento, o mau campeonato estadual, da dificuldade do time em embalar na série B. Só que nem tudo precisa virar um drama, nem tudo é um absurdo que merece ser punido com a guilhotina.
Por exemplo, a celeuma a respeito do posicionamento de Fernandes, mais recuado no segundo tempo em Caxias. O Infoesporte foi buscar a explicação. Já este blog faz questão de lembrar que este mesmo recurso foi utilizado no segundo tempo contra o Paraná Clube. O técnico recuou Fernandes para melhorar a saída de bola, adiantou Lucas e assim o Figueira chegou à vitória.
Sobre a “invenção” de Schmoller na ala direita, a opção pode ser questionada, mas é algo que Roberto Fernandes vinha testando nos treinamentos. Só pode ver se vai funcionar mesmo em jogo. Não tem como comprovar de outro jeito. Além disso, Anderson Pico ainda não parece em forma, o que até pode suscitar outro debate: vale a pena continuar com um jogador que não tem condições de jogar 90 minutos depois de cinco meses no Scarpelli?
O famigerado pênalti cobrado por Clodoaldo. Roberto Fernandes disse depois do jogo que Rafael Coelho é o cobrador oficial e que queria explicação sobre o que havia ocorrido. Só que Rafael perdeu o último pênalti que bateu, contra o Atlético-GO, e, pelo jeito, não fez muita questão de bater esse de terça-feira.
Aí é questão de avaliar se ele tem condições de agüentar o tranco de tanta responsabilidade. Se não tiver, escolhe outro. Fernandes, por exemplo, só perdeu um pênalti entre dezenas que bateu com a camisa do Figueira.
Não se trata de fazer a defesa intransigente de Roberto Fernandes. Questiono algumas decisões tomadas por ele. Neste último jogo, particularmente, a opção de botar três atacantes depois de estar perdendo, entre outras.
Não sei se ele vai conseguir levar o Figueira de volta à série A. Compete a quem acompanha seu trabalho diariamente avaliar a qualidade do que Fernandes vem fazendo.
Só acredito que na série B, com um orçamento limitado, o Figueira não terá condições de trazer nenhum grande nome. Ficar trocando de técnico vai depender muito mais de sorte, de circunstâncias aleatórias para funcionar do que de planejamento e competência para escolher. Em certa faixa de mercado, os técnicos são, basicamente, muito parecidos. E as chances de dar certo ou errado são quase as mesmas.
Por Ney Pacheco, do Furacão Alvinegro.

